Uma mulher de 58 anos morreu após ser atropelada, na tarde desta quarta-feira (4/11), por um ônibus particular de transporte de passageiros em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O veículo era conduzido por Ailton de Almeida Caetano, que relatou ter se envolvido pela primeira vez em um acidente com morte ao longo de seus 36 anos de trabalho como motorista.
Em entrevista ao jornal O TEMPO, Ailton afirmou que ficou profundamente abalado com o episódio. Segundo ele, colisões de menor gravidade podem ocorrer na rotina de quem percorre longas distâncias, mas nunca havia enfrentado uma ocorrência com resultado fatal durante sua trajetória profissional.
“Somente nessa empresa eu trabalhei mais de 30 anos em duas passagens. No dia a dia, acontecem batidas leves, mas eu nunca tinha vivenciado uma situação com morte. Faço o trajeto de 500 km todo o dia entre BH e Dores do Indaiá, sempre preocupado com a segurança de todos. Muito triste esse episódio de hoje”, declarou o motorista.
Ailton voltou a integrar a equipe da Viação Santa Maria há dois anos. Antes desse retorno, ele já havia trabalhado por mais de três décadas na empresa, considerando os dois períodos em que fez parte do quadro de funcionários. A soma do tempo de atuação, de acordo com o relato do próprio motorista, corresponde a mais de 30 anos somente na companhia.
A rotina profissional mencionada por Ailton inclui deslocamentos diários de aproximadamente 500 quilômetros entre Belo Horizonte e Dores do Indaiá, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O trajeto exige atenção constante não apenas com os passageiros transportados, mas também com pedestres, motoristas e demais pessoas que circulam pelas vias utilizadas pelo ônibus.
O veículo envolvido no atropelamento realizava uma viagem com destino a Dores do Indaiá. Conforme informou o condutor, a previsão era de que o ônibus chegasse à cidade às 18h30. Para o dia seguinte, estava programado o retorno para Belo Horizonte, com saída marcada para as 6h15.
O motorista também explicou que a empresa determina a realização de exames periódicos pelos profissionais que conduzem os veículos. Segundo Ailton, os procedimentos são feitos a cada seis meses e servem para verificar a capacidade dos trabalhadores para exercer a atividade de transporte de passageiros.
Apesar de o atropelamento ter ocorrido durante a tarde desta quarta-feira (4/11), em Contagem, não foram divulgadas, na matéria original, informações detalhadas sobre as circunstâncias da colisão. Também não havia dados sobre eventual investigação ou responsabilização pelo acidente.
A vítima foi identificada apenas como uma mulher de 58 anos. O caso interrompeu a rotina de décadas do motorista à frente de ônibus de passageiros e, segundo seu relato, representa a primeira ocorrência fatal de sua carreira. Ailton reforçou a tristeza diante da morte e destacou a preocupação permanente com a segurança durante os deslocamentos profissionais.








