Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi indiciada por falsa identidade e estelionato nesta sexta-feira (5) pela Polícia Civil de Santa Catarina. Ela é acusada de ter se passado por uma menina de 12 anos e vivido por 14 meses como filha adotiva de uma família em Joinville. Além disso, a mulher aplicou golpes semelhantes em Minas e outros estados.
Durante todo o período, Amanda usava o nome falso de “Gabriele”. Vestia-se como criança, punha laços no cabelo, chegava a usar mamadeira. Para dar credibilidade ao disfarce, dizia que era autista e portadora de outras condições clínicas. Quando alguém estranhava sua aparência adulta, ela justificava os traços alegando que havia sido submetida a tratamentos forçados com hormônios na infância.
A prisão aconteceu na casa da família que a acolheu, no distrito de Pirabeiraba, região Norte de Santa Catarina. A investigação revelou que a própria Amanda confessou ter aplicado golpes parecidos em Curitiba, Nova Iguaçu, Goiás, Ceará e, dentro de Santa Catarina, também em Florianópolis e Chapecó. Em Minas Gerais, ela passou por duas cidades.
Em Montes Claros, em 2024, ficou na Casa de Acolhimento Rosa Mística, que atende pessoas em vulnerabilidade social. Ali, apresentava-se com 18 anos, mas trocava de versão conforme a conveniência e relatava abusos para sensibilizar quem a ajudava. Acabou presa por falsidade ideológica. Antes, em 2017, esteve em Belo Horizonte. Acolhida pelo projeto ComPaixão, identificava-se como “Karolina” e dizia ter 12 anos. Passou um ano e meio na capital até que assistentes sociais descobriram a farsa e comunicaram o caso às autoridades.
O inquérito já foi encaminhado à Justiça, e o Ministério Público de Santa Catarina vai decidir se apresenta denúncia. A defesa aguarda a realização de um exame psiquiátrico, autorizado judicialmente, para se manifestar.





