A capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, de 41 anos, foi velada e sepultada nesta quarta-feira (22) em Belo Horizonte. Ela foi levada já sem vida ao Hospital Odilon Behrens na noite de segunda-feira (20) pelo próprio companheiro, o sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, que foi preso em flagrante suspeito de feminicídio.
O velório aconteceu na Funerária Dom Bosco, no bairro Lagoinha, das 9h às 15h. O sepultamento foi às 16h, no Cemitério da Paz. Segundo a Polícia Civil, a capitã chegou ao hospital sem sinais vitais e com múltiplas lesões pelo corpo. Um vídeo registrou o momento em que o sargento saiu do apartamento do casal com Michele já desacordada.
Eduardo Abner ingressou na PM em 2007, mas foi exonerado dois anos depois por omissão de informação no formulário de ingresso: ele havia sido apreendido por porte ilegal de arma quando adolescente. O Estado considerou que isso configurava falta de idoneidade moral. No entanto, a Justiça declarou nula a exoneração e determinou sua reintegração. O Estado recorreu, mas o Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve a decisão e determinou o pagamento dos salários atrasados.
Nesta quarta-feira (22), a Justiça converteu a prisão em flagrante de Eduardo em preventiva. O juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiência de Custódia, entendeu que a segregação era necessária para a garantia da ordem pública. O caso corre em segredo de Justiça.









