O motorista de 26 anos que teve prisão em flagrante registrada após atropelamento em Justinópolis, distrito de Ribeirão das Neves, na Grande BH, pagou fiança e foi liberado. A informação foi divulgada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta terça-feira (7).
O caso ocorreu na madrugada de domingo (6), por volta de 1h30, na Avenida Denise Cristina da Rocha. Segundo a Polícia Militar, o condutor dirigia um Ford Fiesta quando encontrou um grupo de motociclistas que, de acordo com seu relato, fazia manobras na via.
Ao todo, seis pessoas ficaram feridas e foram atendidas por equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros. O próprio motorista também sofreu ferimentos leves durante a sequência de fatos.
Como a confusão começou, segundo a versão do motorista?
Segundo o relato do condutor à Polícia Militar, um dos motociclistas o acusou de ter derrubado outro integrante do grupo. Em seguida, ainda conforme sua versão, pessoas do grupo danificaram o carro, quebrando o vidro traseiro do veículo.
O motorista afirmou que buscou uma unidade da Polícia Militar após o episódio, mas relatou ter continuado sendo perseguido pelos motociclistas. Consequentemente, segundo contou às autoridades, ele voltou a seguir o grupo pela via.
Como ocorreu o atropelamento na Grande BH?
Ainda de acordo com o relato do condutor, ao encontrar os motociclistas parados, ele atingiu as motocicletas, outros veículos estacionados e pessoas que estavam no local. Após a colisão, o motorista foi retirado do carro e agredido por pessoas presentes na região, sofrendo ferimentos no rosto e no pé, além de escoriações pelo corpo.
Por isso, ele também recebeu atendimento médico no local, junto com as demais vítimas socorridas na ocorrência.
Por que o motorista foi autuado e liberado sob fiança?
Segundo a Polícia Civil, o condutor foi levado para a delegacia, ouvido e autuado em flagrante, a princípio, por conduzir embriagado. Ele pagou fiança e foi liberado ainda nesta terça-feira. Além disso, segundo a corporação, o motorista se recusou a realizar o teste do bafômetro, o que gerou uma infração de trânsito adicional.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, a recusa ao teste do bafômetro é equiparada à infração por embriaguez ao volante, com penalidades administrativas independentemente da confirmação por exame.
O que a Polícia Civil investiga a partir de agora?
A Polícia Civil informou que a investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do atropelamento e da sequência de fatos que antecederam a colisão. Na prática, a apuração deve considerar tanto a conduta do motorista quanto a participação dos demais envolvidos na confusão de trânsito que originou o caso.
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