Após quase um ano em modo de hibernação, a sonda New Horizons, da NASA, foi reativada por sua equipe de controle em solo. Atualmente, a espaçonave se encontra a aproximadamente 9,5 bilhões de quilômetros da Terra, uma distância que ultrapassa a órbita de Plutão. Os sistemas da sonda foram verificados e apresentaram condições satisfatórias, permitindo que a missão prossiga com a investigação dos efeitos do vento solar na heliosfera externa.
Alice Bowman, gerente de operações da missão New Horizons no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, destacou em um comunicado da NASA que todos os relatórios de status durante o período de hibernação foram positivos, indicando que a sonda estava em boas condições semana após semana. Desde agosto do ano passado, a New Horizons entrou em hibernação para preservar energia e aumentar a durabilidade de seus equipamentos, mantendo apenas alguns instrumentos essenciais em funcionamento.
Com a reativação, a New Horizons está pronta para transmitir à Terra os dados coletados durante a fase de hibernação. Devido à imensa distância que separa a sonda do nosso planeta, os sinais de rádio enviados levarão cerca de nove horas para chegar à Terra. Essa comunicação é crucial para que os cientistas possam analisar as informações obtidas durante o período em que a sonda estava inativa.
A New Horizons é conhecida por suas contribuições significativas à exploração espacial, incluindo o histórico sobrevoo do sistema de Plutão em 2015. Além disso, em 2019, a sonda realizou uma análise do planetesimal Arrokoth, um pequeno corpo rochoso ou de gelo, tornando-se a missão responsável pela mais distante investigação já realizada em nosso Sistema Solar. A sonda também dedicou tempo ao estudo da borda da influência solar e de objetos no Cinturão de Kuiper, uma região fria que circunda o Sistema Solar externo, além da órbita de Netuno.
Nos próximos dias, a New Horizons deverá investigar o hidrogênio na heliosfera externa, uma vasta bolha magnética que envolve o Sistema Solar. Esta região é afetada pelo vento solar e desempenha um papel fundamental na proteção da Terra e de outros planetas contra a radiação cósmica proveniente do espaço profundo. A sonda Voyager, de missões anteriores da NASA, também explorou essa área, mas não contava com os mesmos avançados instrumentos de coleta de dados que a New Horizons possui.
As informações que a New Horizons irá fornecer são inéditas e têm o potencial de ampliar o entendimento dos cientistas sobre os fenômenos que ocorrem na fronteira entre a influência solar e o espaço interestelar, uma área conhecida como “choque de terminação”. Essa pesquisa é vital para a compreensão das interações entre o vento solar e o meio interestelar, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre o nosso Sistema Solar e além.









