O senador Camilo Santana (PT), que também atua como coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu que a avaliação do Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais é “muito ruim”. Em uma entrevista ao jornal “O Globo”, ele sugeriu que o ideal seria que o PT apoiasse um candidato de outra legenda para o governo do estado, considerando os resultados negativos da gestão do ex-governador Fernando Pimentel.
Santana destacou que a situação atual do PT em Minas é preocupante e que a melhor estratégia seria optar por um candidato que não seja do partido, mas que faça parte do arco de alianças. “Esse é um dos motivos pelos quais eu defendo que não seja um nome do PT, por conta do resultado do governo do Pimentel. Mesmo levando em conta todas suas justificativas da época, as dívidas com a União, a avaliação do PT por lá foi muito ruim. Não é risco de fiasco, mas a melhor estratégia para Minas é ter um candidato que não seja do partido, que seja do arco de alianças. Claro que vamos ter que ver a disponibilidade e a disposição desses”, afirmou.
Em relação à decisão da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, de concorrer a uma vaga no Senado em vez de buscar o cargo de governador, Santana expressou respeito pela escolha, mas ressaltou que existem momentos em que é necessário cumprir uma missão política. “Respeito a decisão pessoal dela, mas acho que há determinados momentos que tem missão a cumprir. O próprio Haddad, que não queria ser candidato em São Paulo e é um nome importante, com viabilidade. O resultado só temos quando termina o jogo. O nome mais competitivo hoje do PT seria Marília e ela tem resistido, colocado o nome dela para o Senado”, disse.
A menção a Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e figura proeminente do PT, é relevante neste contexto. Haddad havia declarado que não pretendia concorrer novamente ao governo de São Paulo, onde foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2022. No entanto, foi persuadido por Lula a entrar na disputa, uma vez que a presença de um candidato petista em São Paulo é considerada crucial para a estratégia eleitoral do partido.
Camilo Santana também comentou sobre as conversas em andamento entre o presidente do PT, Edinho Silva, e outros pré-candidatos, como Jarbas Soares (PSB) e Gabriel Azevedo (MDB). Ele enfatizou a importância de ouvir a direção estadual do PT em Minas Gerais antes de tomar qualquer decisão sobre as candidaturas. Essa abordagem reflete a necessidade de um alinhamento estratégico que possa fortalecer a posição do partido em um estado onde sua imagem enfrenta desafios significativos.
A análise de Santana sobre a situação do PT em Minas Gerais e a escolha de Marília Campos para o Senado revelam a complexidade do cenário político atual e as estratégias que o partido deve considerar para melhorar sua aceitação e resultados nas próximas eleições.







