Uma pequena e enigmática ilha, conhecida como “El Ojo”, está atraindo a atenção de cientistas e curiosos devido ao seu movimento giratório em torno de seu próprio eixo. Localizada no Delta do Rio Paraná, na Argentina, essa formação natural tem aproximadamente 120 metros de diâmetro e apresenta um formato circular quase perfeito. A peculiaridade da ilha, que se encontra em uma área pantanosa com águas cristalinas, gerou diversas teorias e lendas entre os habitantes da região.
Moradores locais acreditam que El Ojo é um local sagrado, habitado por divindades, e alguns até especulam que a ilha poderia servir como ponto de pouso para objetos voadores não identificados (OVNIs) ou até mesmo como uma base secreta nazista. Essas crenças, embora populares, não têm respaldo científico e refletem o fascínio que a ilha exerce sobre a comunidade.
O interesse pela ilha cresceu entre os cientistas, que buscam entender como e quando El Ojo se formou. Embora não haja um consenso sobre sua origem, uma das hipóteses sugere que a correnteza do lago é responsável pelo movimento giratório da ilha, que ocorre no sentido horário. O principal componente da ilha é formado por material vegetal, como grama e juncos, além de outras camadas orgânicas, o que confere leveza à estrutura e possibilita sua flutuação.
Fenômenos semelhantes foram observados em outras partes do mundo, como no rio Presumpscot, em Westbrook, Maine, nos Estados Unidos. Desde 2019, um grande círculo de gelo tem se formado repetidamente na região, resultado da ação de uma corrente circular, o que levanta questões sobre a dinâmica de movimentos naturais em ambientes aquáticos.
A primeira observação de El Ojo foi registrada em 2003, por meio de imagens de satélite da área pantanosa do delta. No entanto, foi somente em 2016 que a formação chamou a atenção de uma equipe de cineastas argentinos liderada por Sérgio Neuspiller, que a avistou durante um sobrevoo na região, enquanto buscavam locações para um projeto audiovisual.
A singularidade de El Ojo não apenas instiga a curiosidade científica, mas também representa um ponto de encontro entre a natureza e a imaginação popular. À medida que mais estudos são realizados, espera-se que novas descobertas possam esclarecer os mistérios que envolvem essa intrigante ilha do Rio Paraná.








