O deputado federal Domingos Sávio, pré-candidato ao Senado pelo PL, reiterou a estratégia do partido de buscar uma coalizão de direita para disputar o Governo de Minas Gerais. Em entrevista veiculada pela Itatiaia na segunda-feira (27), à jornalista Bertha Maakaroun, Sávio reforçou a proposta de atrair o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) para integrar uma chapa formada pela federação entre União Brasil e PP, além do próprio PL. O parlamentar destacou que as tratativas podem seguir mesmo após a convenção estadual do PL, marcada para ocorrer hoje, às 14h, argumentando que a ata da convenção pode delegar poderes à direção estadual para avançar nos entendimentos.
“Desde o primeiro momento, nós consideramos a possibilidade de apoiarmos o Cleitinho. Trabalhamos muito nisso. A convenção é hoje, mas a ata da convenção pode delegar para a direção estadual ainda alguns entendimentos, porque nós vamos continuar insistindo na ideia de uma aliança, porque eu acredito que temos que caminhar juntos. Eu defendo que a gente caminhe juntos: Cleitinho, o Republicanos, o PL, União Brasil e o Progressista (PP). E sempre há essa possibilidade, enquanto ela existir, eu vou trabalhar por ela”, afirmou o parlamentar, ao defender a continuidade dos entendimentos para formar a aliança.
Além da aposta na parceria com Cleitinho Azevedo, o PL observa a possibilidade de lançar um candidato próprio ao Governo de Minas. Entre os nomes cogitados para compor uma chapa majoritária estão Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, e Flávio Roscoe, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Medioli já havia sido citado em outras leituras políticas mineiras como um potencial ocupante do Executivo estadual, enquanto Roscoe aparece como uma alternativa ligada ao setor empresarial e aos representantes do agronegócio e da indústria.
A discussão sobre uma candidatura própria do PL surge em meio a um cenário de cautela entre as siglas de direita, que avaliam palcos de aliança regional e nacional. A ideia de incorporar o Republicanos e manter uma federação com União Brasil e PP reflete, segundo analistas, uma estratégia para ampliar o espaço de atuação do grupo, conquistar tempo de televisão e ampliar estruturas de apoio pelo interior de Minas. A conversa com Cleitinho Azevedo é vista como um teste para consolidar esse bloco, mas ainda depende de acordos formais que podem ser aprovados ou modificados na ata da convenção ou pela direção estadual de cada legenda.
No entorno do PP, também circulam avaliações sobre possíveis mudanças de apoio. Na semana anterior, Marcelo Aro, líder estadual do PP, manifestou insatisfação com a chegada do senador Carlos Viana (PSD) para a disputa à reeleição. Segundo fontes próximas ao partido, essa tensão pode abrir caminho para mudanças na orientação de alianças, incluindo a possibilidade de o PP repensar apoio ao Senado em favor de uma postulação ao Governo de Minas, caso haja convergência com outras siglas ligadas ao bloco de direita que disputa a preferência pelo Palácio da Liberdade.
A entrevista, veiculada pela Itatiaia, ocorre em um momento de definição de estratégias eleitorais para o Governo de Minas, com diferentes cenários em debate dentro dos partidos. A convenção do PL, que ocorreria hoje, às 14h, é apontada como um momento-chave para oficializar posições e o nível de compromisso entre as siglas com vistas às eleições de 2026. As informações obtidas pela reportagem indicam que as conversas não se encerram com a reunião, e as lideranças do PL deixaram claro que continuarão buscando um alinhamento com Cleitinho Azevedo e com a federação entre União Brasil e PP, independentemente do desfecho imediato das articulações.









