A Prefeitura de Belo Horizonte prorrogou por 120 dias o convênio com a Gasmig para a implantação da nova rede de gás na avenida Cristiano Machado, na interseção com Sebastião de Brito. A extensão foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) e altera o cronograma de entrega: o prazo passa de 30 de setembro para 28 de janeiro de 2027.
De acordo com a administração municipal, a implantação da rede já havia sido concluída. Contudo, durante a fase de inertização — etapa que antecede a entrada da tubulação em operação — foi identificada uma instabilidade mecânica em um componente de fabricação europeia. A ocorrência exige a substituição da peça, além de novas soldagens, ensaios técnicos e o recomissionamento do sistema antes da interligação definitiva da rede de gás.
O remanejamento da rede da Gasmig faz parte de um conjunto de ações voltadas à mobilidade e à macrodrenagem na região. Um viaduto será construído no cruzamento das avenidas Cristiano Machado e Sebastião de Brito com o objetivo de reduzir os congestionamentos frequentes nesse trecho e eliminar gargalos em um dos principais corredores viários da capital. O investimento estimado nessa etapa é de aproximadamente R$ 90 milhões.
O projeto também contempla a segunda etapa da macrodrenagem do Ribeirão Pampulha, que prevê a construção de um canal paralelo ao existente, com cerca de 910 metros de extensão. A medida busca ampliar a capacidade de escoamento de água e reduzir o risco de inundações, com um aporte de investimento de cerca de R$ 139,7 milhões nessa frente.
Quanto às responsabilidades, a substituição da rede de gás é executada pela Gasmig, enquanto as demais fases da obra permanecem sob a supervisão da Prefeitura e da Sudecap. A previsão de conclusão de todo o empreendimento permanece para o segundo semestre de 2027.
Impacto para usuários e moradores
Quem passa diariamente pela avenida Cristiano Machado já percebe os impactos das obras, que se estendem por trechos do corredor viário. O motorista de aplicativo Marcial Ferraz, de 59 anos, relatou que evita trafegar pelo trecho durante a noite e aponta prejuízos significativos durante o dia. “O poder público, na verdade, está muito preocupado com outras questões que não o trânsito. E isso impacta a vida do cidadão belo-horizontino, aquele que vai para o aeroporto, todo mundo que passa aqui nessa via é impactado negativamente”, afirmou.
A moradora Lenise Totti, professora de 47 anos, reconhece a importância da intervenção, mas acredita que a execução poderia ser mais bem planejada para reduzir os transtornos. Ela defende que as interdições ocorram em horários de menor movimento para acelerar os trabalhos. “Eu acho que à noite até que é mais tranquilo um pouco, mas o horário de pico precisa liberado. Eu moro na região há muitos anos e sei quanto tem prejudicado a gente no trânsito”, comentou.







