O ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Republicanos), manifestou nesta quinta-feira (30) sua intenção de desistir de sua candidatura a deputado federal e de abandonar a carreira política, em razão de uma profunda insatisfação com o cenário político atual. A declaração foi feita por meio de suas redes sociais, onde Gleidson expressou sua decepção com as lideranças do partido a respeito da postura adotada em relação ao seu irmão, o senador Cleitinho Azevedo, que busca uma vaga ao governo de Minas Gerais.
Gleidson Azevedo afirmou estar considerando não apenas a retirada de sua candidatura, mas também a saída definitiva da política, alegando que as decisões internas do partido têm dificultado a candidatura de seu irmão. Segundo ele, as lideranças do Republicanos anunciaram na quarta-feira (29) que Cleitinho não deve ser indicado para disputar o governo do estado, uma decisão que, para Gleidson, representa uma grande injustiça. Ele questionou o motivo de sua candidatura estar sendo impedida, destacando que seu irmão é uma figura do povo, simples, e lidera as pesquisas de intenção de voto, além de não utilizar recursos do fundo eleitoral.
O senador Cleitinho Azevedo, que vinha adiando sua decisão de lançar sua candidatura ao governo de Minas Gerais por vários meses, fez um pronunciamento público na noite de quarta-feira, em Divinópolis, reafirmando sua intenção de disputar o cargo. Sua fala marcou um momento importante na disputa eleitoral, especialmente após o anúncio das lideranças do partido de que ele não seria indicado oficialmente na chapa majoritária.
Gleidson Azevedo também pediu apoio de seus apoiadores para sensibilizar as lideranças do Republicanos e convencer a direção do partido a aceitar a candidatura de Cleitinho. Sua declaração evidencia uma crise interna dentro da legenda, que tem impacto direto na disputa pelo governo mineiro e na estratégia do partido para as eleições de 2024.
A situação revela o momento delicado pelo qual passa o grupo político, que busca definir seus nomes para as eleições estaduais e federais. A resistência à candidatura de Cleitinho, que lidera as pesquisas e conta com o apoio de uma parcela significativa do eleitorado, acende um alerta sobre possíveis conflitos internos e a influência de decisões de liderança na definição do cenário político na região.
Este episódio também reacende o debate sobre a influência de decisões partidárias na formação de candidaturas e na representatividade de figuras populares e bem avaliadas nas pesquisas eleitorais. A postura de Gleidson Azevedo evidencia o grau de insatisfação de alguns setores com o atual processo de escolha de candidatos e reforça o clima de incerteza que permeia o cenário político de Minas Gerais nesta fase pré-eleitoral.








