O empresário Flávio Roscoe, candidato do Partido Liberal (PL) ao governo de Minas Gerais, declarou nesta quinta-feira (6) que a legenda empenhou-se intensamente na tentativa de promover a unificação do campo da direita no estado, esforço esse que, segundo ele, não foi bem-sucedido. Em sua primeira entrevista coletiva após a oficialização como candidato pelo partido, Roscoe destacou que o PL foi o partido que mais se sacrificou e se colocou à disposição para consolidar uma frente de direita coesa em Minas Gerais.
Durante a coletiva realizada em Belo Horizonte, Roscoe afirmou que o partido não exigiu a liderança de uma candidatura própria ou a posição de cabeça de chapa, enfatizando que o objetivo principal era uma direita unificada. Ele ressaltou que, apesar do esforço, não foi possível alcançar esse consenso neste momento, mas que a legenda enxerga essa situação de forma positiva, pois garante à população uma nova opção de voto na eleição de 2022. “Não exigimos a posição de cabeça de chapa. Só queríamos uma direita coesa. Não foi possível neste momento, então vamos encarar isso pelo aspecto positivo: a população terá mais uma opção e irá escolher aquela que entender como a melhor”, afirmou Roscoe aos jornalistas.
O contexto político em Minas Gerais revela que o PL, que atualmente conta com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), inicialmente aguardava uma candidatura do senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos-MG. Contudo, devido às indefinições do parlamentar e também do próprio partido Republicanos, o PL passou a abrir espaço para candidaturas internas. Assim, dois nomes surgiram como possíveis postulantes ao governo estadual: Flávio Roscoe e Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).
Roscoe destacou que sua candidatura foi resultado de um processo interno democrático, no qual seu nome acabou prevalecendo. Segundo ele, sua participação na disputa foi uma decisão tomada após aguardar o encerramento das negociações internas do partido. Ele explicou que, inicialmente, o senador Cleitinho Azevedo chegou a ser o candidato do PL, mas que, após as negociações, seu nome se consolidou como a melhor alternativa para a legenda neste momento.
No que diz respeito à composição da chapa, Roscoe garantiu que o partido disputará as eleições com uma chapa “puro-sangue”, ou seja, composta integralmente por candidatos do PL. Ainda que o nome do vice ainda não tenha sido divulgado oficialmente, o candidato afirmou que a escolha já foi feita e será anunciada até o dia 15 de agosto, prazo final estipulado pela Justiça Eleitoral para registros de candidaturas. Ele destacou que o nome do vice é considerado “extraordinário” e que sua presença deverá agregar valor ao projeto político do partido no estado.
A estratégia do PL para as eleições de Minas Gerais demonstra um esforço de consolidar uma candidatura própria, mesmo diante das dificuldades de unificação do campo da direita, que envolve várias legendas e lideranças regionais. A aposta de Roscoe é que sua candidatura possa oferecer uma alternativa viável ao eleitor mineiro, reforçando o papel do partido na disputa pelo governo estadual, e sinalizando uma postura de resistência às tentativas de alianças mais amplas ou de coligações com outros grupos políticos.






