O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta terça-feira (18) os dados atualizados referentes às candidaturas registradas para as eleições de 2026, revelando um panorama ainda marcado por desigualdades de gênero e raça, além de indicar quais cargos enfrentam maior concorrência entre os postulantes. Os números mostram que, entre os mais de 20 mil pedidos de registro, a maioria dos candidatos é composta por homens brancos, enquanto a participação feminina, embora em crescimento, ainda representa uma parcela menor do total.
Ao todo, o TSE registrou 20.530 candidaturas distribuídas por oito diferentes cargos eletivos, incluindo Presidência e vice-presidência, Governadoria e vice-governadoria, Senado e suplentes, além de deputados federais, estaduais e distritais, este último exclusivo do Distrito Federal. Destes, 13.374 candidatos são do sexo masculino, representando 65% do total, enquanto as mulheres somam 7.156 candidatas, ou 35%. Apesar de ainda distante da paridade, a participação feminina na política apresentou avanço em relação ao pleito de 2022, quando correspondia a 33,4%, atingindo agora 35%.
No que diz respeito à composição racial, os dados indicam que 48,77% das candidaturas autodeclararam-se brancas, totalizando 10.013 candidatos. Os candidatos que se autodeclaram pretos e pardos representam, juntos, quase 50% do total, sendo que os pardos são a maioria nesse grupo, com 7.418 candidatos (36,1%), enquanto os pretos totalizam 2.800 (13,64%). Ainda há registros de 191 candidatos indígenas, representando 0,93%, e 108 candidatos que se autodeclaram de cor amarela, o que equivale a 0,53%. Esses números refletem a diversidade racial presente no universo de candidaturas, embora a participação de candidatos indígenas e de minorias ainda seja bastante reduzida.
Quanto às profissões mais escolhidas pelos postulantes, a categoria “outras ocupações” lidera, com 2.709 candidatos, indicando uma diversidade de trajetórias profissionais que não se encaixam nas categorias tradicionais. Entre as profissões específicas, o perfil de empresário aparece como o mais comum, com 2.576 candidatos, seguido por advogados, que somam mais de 1.600 postulantes. Essas ocupações demonstram a preferência de profissionais de diferentes áreas pelo ingresso na política, especialmente na disputa por cargos legislativos.
Em termos de concorrência por cargos, a eleição para deputado distrital apresenta a maior dificuldade de acesso, com uma média de 17,5 candidatos por vaga, tornando-se a mais concorrida nesse aspecto. Na sequência, aparecem os deputados federais, com uma média de 14,88 candidatos por vaga. Em números absolutos, o cargo de deputado estadual é aquele que concentra o maior número de candidaturas, totalizando 11.103 postulantes. Em contraste, as candidaturas presidenciais continuam sendo as menos numerosas, com apenas 13 registros, uma a mais do que na eleição de 2022, refletindo uma participação ainda bastante reduzida na disputa pelo Executivo nacional.
Esses dados evidenciam tendências e desafios no cenário eleitoral brasileiro, incluindo a necessidade de maior representatividade de mulheres e minorias, bem como a forte concorrência em cargos legislativos, especialmente nas esferas distrital e federal. O panorama atual reforça a importância de políticas que promovam maior inclusão e diversidade na composição dos candidatos às próximas eleições.









