O candidato à reeleição ao governo de Minas Gerais pelo PSD, Mateus Simões, utilizou uma ocasião de debate promovido pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel), nesta quinta-feira (20), para criticar a administração do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (2017-2022), especialmente no que diz respeito às políticas públicas voltadas para pessoas em situação de rua e habitação.
Durante a sabatina, Simões afirmou que o número de moradores em situação de rua na capital mineira teria passado de aproximadamente 4 mil pessoas ao final da gestão de Kalil para cerca de 12 mil ao longo de seu mandato. Ele destacou que, apesar de o ex-prefeito não estar presente no evento, sua gestão foi responsável por esse aumento expressivo na população vulnerável, afirmando: “Sobre população em situação de rua, eu lamento que o candidato Kalil não esteja aqui, porque é um tema que ele entende bem. Ele recebeu a cidade com a população com 4 mil pessoas na rua e devolveu com 12 mil pessoas na rua”.
Simões também relacionou a questão da vulnerabilidade social à saúde mental e ao uso de drogas, defendendo uma abordagem integrada para o atendimento dessas pessoas. Segundo ele, políticas públicas que não levam em consideração esses fatores contribuem para a agravamento do problema. Ele afirmou que a proibição de internações psiquiátricas em Belo Horizonte, implementada durante a gestão de Kalil, teria contribuído para o aumento da vulnerabilidade da população de rua, além de dificultar o acesso a tratamentos adequados.
O candidato reforçou ainda que muitas dessas pessoas morrem sem receber o acompanhamento necessário do sistema de saúde. Ele destacou a importância de uma discussão mais ampla e aberta sobre o tema, incluindo o aspecto familiar, e compartilhou uma experiência pessoal para ilustrar sua compreensão do problema. Simões revelou que perdeu um irmão para problemas relacionados às drogas e saúde mental, que faleceu aos 47 anos, e afirmou que conhece de perto as dores enfrentadas pelas famílias que lidam com essas questões.
Por fim, Simões pediu uma abordagem mais franca e dura na discussão sobre saúde mental, dependência química e o atendimento às pessoas em situação de rua, ressaltando a necessidade de políticas públicas que envolvam o Estado, a sociedade e as famílias na busca por soluções mais efetivas.
Já o ex-prefeito Alexandre Kalil não participou da sabatina, devido a questões de saúde. Ele viajou para São Paulo nesta semana para realizar um transplante de córnea, o que o impediu de estar presente no evento.









