A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está participando até esta sexta-feira, 28 de outubro, de uma ação nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A iniciativa, denominada Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA, tem como objetivo reunir perfis genéticos que possam auxiliar na identificação de indivíduos desaparecidos em todo o país. Em Minas Gerais, a atividade é coordenada pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC), responsável pela coleta dos materiais biológicos.
Segundo Felipe Machado Dapieve, chefe da Divisão Técnico-Científica da SPTC, a mobilização busca obter perfis genéticos de familiares de pessoas que tiveram registros de desaparecimento. “A gente faz a coleta, que é uma coleta indolor, feita com uma espécie de cotonete na boca do familiar. Esse material é devidamente acondicionado e encaminhado, segue todos os ritos de cadeia de custódia e vai ser processado no laboratório de DNA após o envio pelo Instituto Médico Legal”, explicou Dapieve. A coleta, portanto, é um procedimento simples, não invasivo, e realizado de forma a garantir a integridade e a confidencialidade do material.
Em Belo Horizonte, as ações de coleta estão sendo realizadas no Instituto Médico Legal André Roquette, localizado na Rua Nícias Continentino, nº 1291, no bairro Gameleira, na Região Oeste da capital mineira. Para quem reside no interior do estado, a orientação é procurar a delegacia regional da Polícia Civil mais próxima. A instituição recomenda que os familiares levem documento de identificação oficial e o Registro de Evento de Defesa Social (Reds), documento que registra oficialmente o desaparecimento de uma pessoa, para facilitar o procedimento e a validação do material coletado.
A iniciativa faz parte de um esforço maior de combate à impunidade e de humanização do atendimento às famílias que buscam por seus entes desaparecidos. A coleta de DNA é uma ferramenta fundamental para acelerar o processo de identificação de vítimas e desaparecidos, contribuindo para o esclarecimento de casos e para o fortalecimento das ações de busca e localização.
A mobilização nacional, que começou nesta semana e se encerra nesta sexta-feira, representa um avanço importante na política de direitos humanos e na assistência às famílias afetadas por desaparecimentos. A coleta de materiais genéticos, aliada ao trabalho de equipes especializadas, visa criar um banco de perfis genéticos que possam ser utilizados em investigações futuras, além de oferecer uma esperança concreta às famílias que aguardam por notícias de seus entes queridos.









