A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou a intensificação das operações de fiscalização voltadas ao combate ao descarte irregular de lixo e a desordem urbana na capital mineira. Em uma ação realizada em um único dia, as equipes de fiscalização removeram aproximadamente 2,97 toneladas de materiais considerados inservíveis das ruas do Centro da cidade, incluindo áreas do Hipercentro, e da região da Lagoinha. Especificamente, foram recolhidos 1.620 quilos de resíduos no Centro, abrangendo o Hipercentro, e outros 1.350 quilos na Lagoinha, demonstrando o esforço concentrado para a limpeza e manutenção da ordem nesses locais.
Além da retirada de lixo, os fiscais também atuaram em outros aspectos da desordem urbana, como a ocupação irregular de calçadas, a instalação de publicidade sem autorização, fios soltos e bancas instaladas de forma irregular. Essas ações fazem parte de um mapeamento estratégico realizado pela Secretaria Municipal de Política Urbana, que identificou as áreas mais críticas com maior concentração de ocorrências de irregularidades, utilizando dados de monitoramento por câmeras do Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH).
De acordo com a subsecretária de Fiscalização da Secretaria, Iara França, as regiões do Hipercentro e da Lagoinha foram priorizadas inicialmente por apresentarem maior incidência de problemas, com o objetivo de realizar ações mais intensivas nesses locais. Ela explica que o mapeamento da cidade foi fundamental para definir os pontos de maior necessidade de intervenção, buscando otimizar recursos e ampliar a efetividade das operações.
O descarte irregular de resíduos é considerado uma das principais prioridades na fiscalização municipal. Segundo informações da Prefeitura, quem for flagrado descartando lixo de forma clandestina pode ser punido com multas que variam de R$ 2 mil até quase R$ 17 mil, dependendo da gravidade da infração. Entre janeiro e abril de 2026, a fiscalização municipal realizou mais de 3.900 ações relacionadas ao descarte irregular, demonstrando o esforço contínuo para coibir essa prática.
A situação se torna ainda mais complexa nas regiões com grande fluxo de comércio, onde resíduos de bares, restaurantes, sacolões e supermercados, como embalagens, caixas e resíduos orgânicos, se somam ao lixo doméstico, formando volumes expressivos de resíduos nas vias públicas. A Prefeitura reforça que a colaboração de moradores e comerciantes é fundamental para evitar a deposição clandestina de lixo e a obstrução de espaços públicos.
Outro foco importante das ações de fiscalização são os estabelecimentos que comercializam sucatas metálicas, como ferros-velhos. A legislação municipal estabelece que esses estabelecimentos devem funcionar das 7h às 19h, e as operações de fiscalização verificam o horário de funcionamento, os tipos de materiais comercializados e a origem das sucatas, visando também prevenir furtos e a comercialização irregular de cabos, fios e outros metais. Em 2026, a Prefeitura já realizou 173 vistorias em ferros-velhos.
A subsecretária de Fiscalização afirmou que as ações de fiscalização serão mantidas e ampliadas ao longo do segundo semestre, com atenção especial às áreas mais críticas da cidade, buscando promover uma maior organização urbana e reduzir os problemas relacionados ao descarte irregular de lixo e às ocupações ilegais.







