O senador Delegado Alessandro Vieira (MDB-SE) revelou nesta terça-feira (1º) que apresentará uma nova solicitação de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante pronunciamento no Plenário do Senado, no qual o parlamentar destacou que novas informações obtidas pela Polícia Federal reforçam os questionamentos que vem fazendo desde 2019 acerca da conduta do ministro.
Segundo Alessandro Vieira, as evidências reveladas na investigação, que envolveram mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, transformaram a situação em uma crise e um escândalo de grande proporção. O senador afirmou que os elementos levantados pela Polícia Federal indicam uma relação que, na sua avaliação, compromete a imparcialidade do ministro e a integridade do Judiciário. Como consequência, Alessandro defende a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a possível conexão entre o Banco Master, controlado por Vorcaro, e ministros do STF.
Durante seu pronunciamento, Alessandro Vieira afirmou que Moraes se tornou um “cadáver jurídico” e um “cadáver político”, expressando a sua opinião de que a atuação do ministro estaria inviabilizada frente às novas revelações. Ele criticou também a suposta atuação de Moraes em questões relacionadas ao banqueiro, afirmando que um ministro do STF não pode exercer funções que o aproximem de um assessor de banqueiro, mesmo que este seja considerado honesto.
As informações que motivaram essa nova investida do senador vieram a público após a divulgação de mensagens contidas no celular de Daniel Vorcaro, além de outros elementos reunidos pela Polícia Federal. Esses registros indicam interações entre o banqueiro e um contato identificado como Alexandre de Moraes, além de mensagens relacionadas a um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, pertencente à esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.
Na mesma ocasião, o ministro André Mendonça, do STF, determinou a retirada do sigilo do relatório elaborado pela Polícia Federal e ordenou que os novos elementos fossem submetidos ao Plenário da Corte. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também foi acionada para se manifestar sobre a necessidade de abertura de investigação formal.
Alessandro Vieira destacou que apresentou seu primeiro pedido de impeachment contra Moraes em abril de 2019, sob a alegação de abuso na atuação do ministro. Contudo, ele afirmou que o cenário atual é distinto: “Agora não é mais abuso. Agora é ostensivamente uma crise, ostensivamente um escândalo”, declarou.
Por fim, o senador fez um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que avalie a abertura do processo de impeachment. Segundo Alessandro, as denúncias de hoje são de tal magnitude que os parlamentares terão que prestar contas à história, diante do peso das acusações que envolvem o ministro do STF e sua relação com o setor bancário.







