O chimpanzé Serafim, considerado um símbolo do Zoológico de Belo Horizonte, faleceu nesta quinta-feira (17), aos 39 anos de idade. A sua morte ocorreu após a confirmação de uma lesão cerebral, diagnosticada na quarta-feira (16), por meio de exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética realizados durante sua internação no Hospital Veterinário do próprio zoo. Diante do quadro clínico grave e da impossibilidade de controlar possíveis dores, a equipe responsável decidiu pela realização de eutanásia, a fim de evitar sofrimento ao animal.
Segundo nota divulgada pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica de Belo Horizonte (FPMZB), o procedimento foi conduzido de forma tranquila e sem dor na tarde de quinta-feira, após avaliação de uma comissão técnica composta por membros da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da equipe do zoo. A decisão foi tomada com base na gravidade do quadro clínico de Serafim, que apresentava complicações decorrentes de um quadro de diabetes tipo 2, além de uma vasculopatia, uma condição vascular relacionada ao diabetes, que compromete a saúde geral do animal.
Serafim foi internado no Hospital Veterinário do Zoo de Belo Horizonte desde o dia 25 de agosto, quando foi submetido a exames periódicos de rotina. Desde 2016, o chimpanzé vinha sendo tratado por diabetes, uma doença que se agravou ao longo dos anos, tornando-se dependente de insulina. A condição de dependência de insulina é comum em primatas com diabetes avançado, exigindo monitoramento constante e administração de medicamentos específicos. Além do diabetes, Serafim enfrentava uma vasculopatia, que fragilizou sua circulação sanguínea e agravou seu quadro de saúde, contribuindo para a complexidade do seu tratamento.
O animal, que nasceu no Zoológico de Barcelona, foi transferido para o Zoo de Belo Horizonte em 28 de janeiro de 2000, e desde então passou a fazer parte do acervo do parque, tornando-se uma figura emblemática para a instituição. Sua trajetória no zoológico de BH foi marcada por seu papel de destaque na educação ambiental e na sensibilização do público sobre a conservação das espécies de primatas.
O corpo de Serafim será doado ao Museu de História Natural da PUC Minas, onde será utilizado para fins de educação ambiental e incentivo à pesquisa científica. A iniciativa visa manter a memória do animal e promover ações de conscientização sobre as dificuldades enfrentadas por primatas em cativeiro, além de contribuir para estudos que possam melhorar o cuidado com esses animais.
A perda de Serafim representa um momento de reflexão sobre a importância do bem-estar animal em zoológicos e a necessidade de cuidados especializados para espécies que enfrentam doenças crônicas, como o chimpanzé. Sua história e sua presença no Zoo de Belo Horizonte permanecem como um símbolo de dedicação à conservação e à educação ambiental na região.









