
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a Associação Mineira de Municípios (AMM) fecharam um acordo para estender os serviços de coleta e tratamento de esgoto a 273 cidades que já mantêm contratos de abastecimento de água com a companhia. A conciliação foi conduzida pelo Tribunal de Contas do Estado e também abordou pontos ligados ao processo de privatização da empresa, que ainda está em curso.
Pelo que ficou ajustado, os municípios terão a possibilidade de antecipar recursos do Fundo Municipal de Saneamento, abastecido por repasses tarifários da Copasa. A depender da adesão das prefeituras, o volume total pode passar de R$ 350 milhões. Outro ponto acertado foi o adiamento do início da operação e da cobrança das tarifas de esgotamento sanitário para 2029, com os investimentos sendo feitos de forma escalonada ao longo do tempo.
As cidades que passarão a contar com o serviço são majoritariamente de pequeno porte. Das 273, nada menos que 224 têm menos de 11 mil habitantes. Hoje, 47% delas até possuem coleta de esgoto, mas o material recolhido não recebe tratamento adequado — só 9,8% realizam o tratamento de forma efetiva. O entendimento tenta justamente mudar esse cenário, levando saneamento básico completo a localidades que, até agora, conviviam apenas com parte da infraestrutura.






