Durante um passeio com o filho de 9 anos, Hannah Damon encontrou os restos submersos de uma embarcação histórica no Lago Superior, em Wisconsin, nos Estados Unidos. A descoberta ocorreu no início de outubro, quando a água apresentou uma transparência incomum e permitiu visualizar partes do barco, conhecido como AH Pitz, que havia sido afundado de propósito no começo da década de 1950.
Damon é diretora de divulgação e administração do Camp Amnicon Adventures and Retreats, localizado em South Range. Embora conhecesse relatos sobre o naufrágio havia mais de dez anos, ela nunca tinha conseguido observar a embarcação pessoalmente. A mulher também frequenta a praia há cerca de uma década, mas, até então, não havia encontrado sinais visíveis do barco.
A identificação começou quando Damon e o filho perceberam objetos no fundo da água. “Começamos a ver vigas, cabos e um cano enorme, até percebermos se tratar de um naufrágio”, relatou ela à Fox News. Em seguida, emocionada com a descoberta, voltou à margem para buscar uma câmera e registrou os destroços. As imagens foram divulgadas posteriormente nas redes sociais e também apareceram em um vídeo publicado pelo acampamento.
Água transparente revelou partes do naufrágio
O barco permanecia completamente submerso em uma região cuja visibilidade costuma ser limitada. O local tem solo predominantemente argiloso, uma característica que pode deixar a água turva e dificultar a observação de objetos depositados no fundo do lago. Por esse motivo, a transparência registrada no início de outubro foi determinante para que os destroços fossem vistos.
Mesmo com as visitas frequentes à praia, Damon nunca havia conseguido enxergar qualquer parte da embarcação. Para ela, a possibilidade de observar o barco depende de uma combinação rara entre as condições da água e o conhecimento sobre o ponto onde ele está localizado.
“Espero que seja uma daquelas coisas que, de vez em quando, se você souber onde procurar, conseguirá encontrar. Mas é definitivamente uma descoberta rara. É realmente emocionante”, afirmou a diretora.
No vídeo divulgado pelo Camp Amnicon Adventures and Retreats, Damon também descreveu a importância do momento. “Ouvi histórias sobre esse naufrágio por mais de uma década e agora, hoje, pela primeira vez na minha vida, eu o encontrei. É realmente incrível”, declarou.
Rebocador foi construído em 1923
O AH Pitz era um rebocador a vapor, embarcação utilizada para puxar ou empurrar outros barcos. Com aproximadamente 21 metros de comprimento, foi construído em 1923 pela empresa McMullen and Pitz, em Manitowoc, Wisconsin. Originalmente, recebeu o nome de Armond Pitz.
Depois de passar pelas mãos de diferentes proprietários, o barco chegou ao fim de sua vida útil. Segundo Damon, a embarcação estava deteriorada e acabou sendo encalhada, incendiada e afundada intencionalmente.
As fontes consultadas, porém, apresentam divergências sobre a data exata do naufrágio. A Fox News informa que o barco foi abandonado em 1951 e menciona a possibilidade de que tenha sido afundado para ajudar a estabilizar um banco de areia. Já a revista People aponta 1952 como o ano do episódio. Dessa forma, os relatos situam o afundamento no início da década de 1950, sem estabelecer uma data consensual.
Imagens reavivaram relatos da comunidade
A divulgação das imagens também despertou lembranças entre moradores e pessoas familiarizadas com a história do AH Pitz. Alguns usuários afirmaram ter visto a embarcação em 1967, quando partes do barco ainda podiam ser observadas acima da superfície.
A repercussão surpreendeu Damon, que brincou ao comentar o alcance obtido pelo acampamento nas redes sociais. “Provavelmente foi o mais próximo que o Acampamento Amnicon já chegou de se tornar viral”, disse.
Para a diretora, o episódio vai além da descoberta de uma estrutura submersa. Segundo ela, vestígios como o AH Pitz ajudam a preservar a história e a cultura local, além de aproximar pessoas que compartilham memórias sobre o mesmo lugar. “Acho que essa é a parte interessante da arqueologia, da história e da cultura local. Esse tipo de coisa pode nos unir”, observou.









