A Casa Fiat de Cultura, localizada em Belo Horizonte, dá início nesta terça-feira (7) à exposição “Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na Casa Fiat de Cultura”. A mostra, que permanecerá aberta ao público até o dia 11 de outubro, ocupa todos os espaços do centro cultural situado na Praça da Liberdade e visa estabelecer um diálogo entre a trajetória do automóvel no Brasil e as diversas expressões artísticas, urbanas e sociais que marcaram as últimas cinco décadas. A entrada é gratuita.
Com curadoria de Yuri Quevedo, Peter Fassbender, Marcos Rozen e Mercedes Tristão, que supervisiona a seção de moda, a exposição apresenta um acervo diversificado com mais de 250 peças. Este acervo abrange desde obras de arte e vestuário até automóveis de grande importância histórica. O percurso expositivo foi projetado de maneira híbrida, combinando diferentes linguagens para oferecer uma visão abrangente da evolução do cotidiano brasileiro desde a década de 1970.
A mostra inclui 112 obras representativas de variados períodos da arte nacional, com destaque para pinturas de renomados artistas como Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Guignard, Di Cavalcanti, Djanira da Motta e Silva, Claudio Tozzi e Beatriz Milhazes. Um dos principais atrativos é a obra monumental “Fábrica” (1962), de Djanira, que interage com fotografias históricas de Marcel Gautherot e Thomaz Farkas, abordando o processo de modernização e urbanização do Brasil.
Os automóveis em exibição ocupam tanto as galerias quanto os jardins da instituição. Entre os modelos destacados estão o Fiat 147, reconhecido como o primeiro carro movido a etanol produzido em série no mundo; o Fiat Uno que pertenceu à apresentadora Adriane Galisteu e foi um presente do piloto Ayrton Senna na década de 1990; o Fiat Idea utilizado pelo Papa Francisco durante sua visita ao Brasil em 2013; e o Palio Weekend assinado pelos jogadores da Seleção Brasileira após o pentacampeonato em 2002. A mostra também apresenta protótipos e carros-conceito, como o Fiat Mio, desenvolvido colaborativamente em 2010, e o Fiat Dolce Camper.
O núcleo de moda da exposição exibe 17 looks criados por designers de destaque nacional, como Ronaldo Fraga, Clodovil Hernandes, Lino Villaventura, Jum Nakao, João Pimenta e Lenny Niemeyer. A seleção de vestuário reflete como a moda e a estética estão interligadas às transformações sociais e identitárias que ocorrem nas ruas do Brasil.
Durante o mês de julho, a Casa Fiat de Cultura oferece uma programação de atividades formativas e culturais gratuitas relacionadas à temática da exposição. Entre os principais eventos estão um bate-papo com os curadores (programado para o dia 8 de julho, às 19h30), onde Yuri Quevedo e Marcos Rozen discutirão o processo de montagem e pesquisa, além de visitas temáticas nos finais de semana, que abordarão questões como a relação entre festas populares e a identidade nacional no vestuário. Também estão programadas oficinas práticas, incluindo atividades de desenho automotivo e modelagem com massa clay, além de um concerto de música popular brasileira com o Quarteto Catarse, agendado para o dia 19 de julho, às 11h.
Exposição: “Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na Casa Fiat de Cultura”
Período: 7 de julho a 11 de outubro de 2026
Horário: Terça a sexta, das 10h às 21h | Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Local: Casa Fiat de Cultura | Praça da Liberdade, 10 – Funcionários, BH
Entrada: Gratuita









