A deputada federal Sâmia Bomfim, do PSOL de São Paulo, anunciou nesta segunda-feira (6) que protocolou uma representação no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) com o intuito de suspender os contratos existentes entre o governo paulista e o Banco Digimais. Esta instituição financeira está autorizada a operar crédito consignado para servidores públicos estaduais. A ação foi realizada em conjunto com a deputada estadual Mônica Seixas, também do PSOL, e visa interromper imediatamente os acordos e investigar os critérios utilizados pelo governo de São Paulo para credenciar o banco.
A medida surge em meio a um contexto de investigação conduzida pela Polícia Federal, que bloqueou R$ 670 milhões em recursos relacionados ao Banco Digimais. A operação investiga possíveis fraudes contábeis e manipulação de informações financeiras, o que levanta sérias preocupações sobre a integridade das operações da instituição. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Sâmia expressou sua preocupação e a necessidade de esclarecimentos sobre a autorização do banco para operar junto aos servidores públicos. “Queremos saber como isso aconteceu, quem autorizou o Digimais a ter acesso aos recursos dos servidores e quais critérios foram utilizados”, afirmou a deputada.
Além disso, Sâmia Bomfim levantou a possibilidade de uma relação entre o Banco Digimais e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos, e enfatizou que a situação requer uma investigação minuciosa por parte dos órgãos de controle. Na representação apresentada ao TCE-SP, as deputadas solicitam a paralisação dos contratos até que todas as questões sejam devidamente esclarecidas.
Até o momento, o governo de São Paulo não se pronunciou sobre as declarações feitas pela deputada Sâmia Bomfim nem sobre o pedido formal apresentado no TCE-SP. O Banco Digimais também não havia se manifestado sobre a situação até a publicação desta reportagem, o que deixa em aberto a questão da transparência e a necessidade de uma resposta oficial em relação às acusações e investigações em curso.
A situação envolvendo o Banco Digimais e o governo paulista destaca a importância da supervisão e controle das instituições financeiras que operam com recursos públicos, especialmente em um cenário onde suspeitas de irregularidades podem comprometer a confiança dos servidores e da população em geral. A atuação do Tribunal de Contas será crucial para determinar a legalidade e a regularidade dos contratos firmados, assim como para garantir que os interesses dos servidores públicos sejam protegidos. A continuidade das investigações da Polícia Federal também será um fator determinante para a elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, caso sejam confirmadas as suspeitas de irregularidades.








