O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizaram suas redes sociais para associar a derrota da Seleção Brasileira para a Noruega, na Copa do Mundo, aos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Após a eliminação do Brasil, que ocorreu com um placar de 2 a 1 nas oitavas de final, os irmãos, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), manifestaram sua insatisfação online.
Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República, fez uma postagem onde afirma que “desde que o PT chegou ao poder, em 2002, o Brasil nunca mais ganhou nada, nem no futebol nem para os brasileiros”. É importante destacar que, entre 2016 e 2023, o país foi governado por dois presidentes que não pertenciam ao PT: Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro. Durante esse período, foram realizadas três edições da Copa do Mundo: em 2018, na Rússia; em 2022, no Catar; e a atual, que está sendo disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.
Eduardo Bolsonaro também se manifestou, associando a volta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto às derrotas da Seleção. Ele mencionou uma suposta “zica do 13”, referência ao número do PT, ao comentar que o jogador Bruno Guimarães falhou em uma cobrança de pênalti nos “13:13 minutos” do jogo. Essa retórica busca conectar a performance esportiva do Brasil a questões políticas, uma estratégia que tem sido utilizada por Flávio desde o início da competição.
A Copa do Mundo, que começou em junho, tem sido uma plataforma para Flávio Bolsonaro, que tem explorado a Seleção Brasileira como parte de sua campanha política. Um dos focos dessa estratégia é o atacante Neymar Jr., que já expressou apoio ao núcleo bolsonarista. A campanha em torno de Neymar foi intensificada após críticas feitas pelo presidente Lula ao jogador. Durante um evento em Belo Horizonte, Lula chegou a afirmar que Neymar seria o “primeiro convocado home office do mundo”, referindo-se ao fato de que, apesar de estar na lista de convocados, o atleta ainda não havia jogado.
Até o momento, Neymar participou de dois dos cinco jogos da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo: contra a Escócia e a Noruega. Na partida mais recente, realizada no último domingo (6), ele marcou um dos gols do Brasil em uma cobrança de pênalti, já nos minutos finais do confronto. Essa atuação do jogador é vista como um ponto positivo em meio a um desempenho geral da Seleção que gerou críticas e insatisfação entre os torcedores.
A relação entre o futebol e a política no Brasil é histórica e complexa, e a tentativa de vincular derrotas esportivas a questões partidárias reflete a polarização atual no país. A estratégia dos irmãos Bolsonaro pode ser interpretada como uma tentativa de mobilizar seus apoiadores, utilizando a frustração com o desempenho da Seleção como um veículo para críticas ao PT e à sua liderança.







