A cinebiografia “Michael”, que retrata a vida do icônico cantor Michael Jackson, alcançou um marco significativo nas bilheteiras mundiais ao ultrapassar a arrecadação de US$ 1 bilhão. Dirigido por Antoine Fuqua, o filme alcançou a impressionante marca de US$ 1.001.690.578, tornando-se o segundo longa-metragem de 2026 a atingir esse patamar, superado apenas por “The Super Mario Galaxy Movie”, que arrecadou US$ 1.009 bilhão.
De acordo com dados do Box Office Mojo, uma plataforma especializada em monitoramento de bilheteiras, a produção arrecadou US$ 371,8 milhões nos Estados Unidos, o que representa 37,1% do total. O restante, equivalente a US$ 629,8 milhões, foi obtido no mercado internacional, correspondendo a 62,9% da receita total.
Este sucesso também representa um feito histórico para a produtora e distribuidora Lionsgate, que pela primeira vez vê um de seus filmes ultrapassar a marca de um bilhão de dólares em bilheteira. O orçamento do filme variou entre US$ 155 milhões e US$ 200 milhões, incluindo aproximadamente US$ 15 milhões destinados a refilmagens que foram realizadas para aprimorar o roteiro.
A revista Variety revelou que a versão original do roteiro tinha um tom bastante diferente da produção final. Inicialmente, o filme focava na ascensão de Michael Jackson, mas reservava o terceiro ato para explorar os escândalos que marcaram o final de sua carreira. A cena de abertura previa uma representação de Michael diante de um espelho, com luzes de viaturas policiais ao fundo, remetendo a 1993, quando o cantor enfrentou suas primeiras acusações de abuso sexual infantil.
Entretanto, a produção teve que reescrever o desfecho após os advogados do espólio de Michael Jackson descobrirem uma cláusula em um acordo judicial com Jordan Chandler, um de seus acusadores, que proibia qualquer menção direta a Chandler em produções cinematográficas. Como resultado, o terceiro ato foi completamente reformulado, optando por encerrar a narrativa em um tom de celebração da carreira do artista.
Com esse investimento, “Michael” se tornou a cinebiografia mais cara já realizada em Hollywood. O filme narra a trajetória de Michael Jackson, interpretado por Jaafar Jackson, filho de Jermaine Jackson e sobrinho do “Rei do Pop”. A narrativa acompanha os primeiros passos de Michael na música, quando ainda criança fez parte do grupo Jackson 5. Sob a rígida disciplina familiar e uma intensa rotina de apresentações, Michael rapidamente se destacou por seu talento vocal e carisma.
A trama avança para a transição de Michael para a carreira solo, momento em que ele consolidou sua nova identidade artística e começou a explorar diferentes estilos musicais. Este período é marcado pelo álbum “Off the Wall”, lançado em 1979, que trouxe uma sonoridade mais madura, com influências de pop, disco e R&B. O auge dessa evolução ocorreu com o lançamento de “Thriller” em 1982, um álbum que não só catapultou a carreira de Jackson ao estrelato global, mas também revolucionou a indústria musical com videoclipes icônicos e coreografias memoráveis.
A produção encerra sua narrativa na era do álbum “Bad”, lançado em 1987, que solidificou Michael Jackson como a maior estrela pop do mundo, apresentando hits como “Bad”, “Billie Jean” e “Smooth Criminal”.







