O documentário “Preta – Eu Não Ando Só”, exibido pela TV Globo na noite de segunda-feira (20), trouxe à tona detalhes da luta de Preta Gil contra o câncer, diagnosticado em janeiro de 2023. Após uma tentativa de tratamento no Brasil, a cantora se mudou para os Estados Unidos em busca de alternativas mais eficazes. Em dezembro de 2023, Preta chegou a entrar em remissão, mas a doença retornou de forma mais agressiva seis meses depois, levando a artista a um novo ciclo de tratamento.
O empresário Marcello Azevedo, amigo próximo e braço direito de Preta, compartilhou informações sobre o tratamento experimental que a cantora recebeu nos EUA, afirmando que foi totalmente gratuito. “Acho que ela foi a primeira brasileira a ter tratamento 100% gratuito lá”, destacou Azevedo. No entanto, ele explicou que a artista teve que deixar o ensaio clínico após os médicos concluírem que a terapia não estava apresentando os resultados desejados. “Quando o remédio não fez tanto efeito, eles são obrigados a tirar ela do teste, pois precisam dar a vez para outra pessoa que possa ser beneficiada por aquilo”, completou.
Azevedo também recordou o momento em que os médicos aconselharam Preta a estar ao lado da família. “Foi aí que o médico falou: ‘Sugiro que você fique com sua família. Esse tratamento que a gente tinha não alcançou o resultado esperado e eu preciso te tirar do trial'”, afirmou. O termo “trial”, ou ensaio clínico, refere-se a estudos de pesquisa realizados com voluntários para avaliar a segurança e eficácia de novos medicamentos e terapias antes de sua disponibilização mais ampla.
O empresário lamentou a reação de Preta ao receber a notícia da interrupção do tratamento. “Desse dia em diante, ela não falou mais. A última mensagem que eu mandei para ela foi um ‘eu te amo’, e ela não respondeu”, disse Azevedo.
Antes de sua mudança para os EUA, em junho de 2024, Preta já havia comentado sobre a ineficácia da quimioterapia realizada no Brasil. “A quimioterapia que eu fiz lá no Brasil não foi tão eficaz como os médicos esperavam e eu também. Então a gente tem que buscar alternativas em países diferentes, com tipos de estudos diferentes”, relatou a cantora.
Preta Gil faleceu em 20 de julho de 2025, enquanto se preparava para retornar ao Brasil, após um período no exterior cercada por amigos e familiares. O documentário também destaca o último desejo da cantora, que foi reunir suas amigas para uma oração. “Meninas, vamos orar?”, foram suas últimas palavras, segundo Marina Morena, uma das amigas mais próximas. Após esse momento, Malu Barbosa, outra amiga e empresária, revelou que Preta não voltou a interagir, limitando-se a ficar deitada e sem usar o telefone.
A produção traz registros íntimos da artista, feitos por ela mesma desde o diagnóstico, permitindo ao público acompanhar sua rotina e os desafios enfrentados durante o tratamento. Além disso, o documentário inclui depoimentos de diversas personalidades que fizeram parte da trajetória de Preta Gil, como Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo, Regina Casé, Ana Carolina, Gominho, Caetano Veloso, Francisco Gil, Sol de Maria e Gilberto Gil, entre outros.







