Entre os dias 8 e 26 de setembro de 2026, o centro de Belo Horizonte será palco de uma grande homenagem ao renomado cantor e compositor Milton Nascimento, com a inauguração de um mural de 1.600 metros quadrados localizado na Avenida Álvares Cabral, nº 347, próximo à Rua Timbiras. A intervenção artística faz parte da 20ª edição do projeto Fábrica de Graffiti, que busca valorizar a cultura local e homenagear figuras de destaque na música brasileira.
A iniciativa é idealizada por Paula Mesquita Lage e conta com o patrocínio da Fundação ArcelorMittal, uma das principais apoiadoras de projetos culturais na região. A obra é assinada pelo muralista mineiro Kaká Chazz, que tem suas raízes em Três Pontas, município situado no interior de Minas Gerais. O projeto visual do mural busca retratar diferentes fases da trajetória de Milton Nascimento, conhecido por sua influência na música popular brasileira e por sua ligação profunda com o estado de Minas Gerais.
No topo do mural, encontra-se uma representação recente do artista, vestindo o manto de sua turnê de despedida, intitulada A Última Sessão de Música. A paleta de cores utilizada na obra é inspirada no pôr do sol mineiro, caracterizado por tons quentes e dourados, que remetem à beleza natural da região. Além disso, o projeto incorpora arabescos dourados, uma referência ao ouro extraído na região e às obras do mestre Aleijadinho, símbolo do barroco mineiro e da arte sacra brasileira.
A homenagem conta com a aprovação da família de Milton Nascimento. Segundo Augusto Nascimento, filho do artista, a intervenção artística reflete o vínculo afetivo e cultural de Milton com Minas Gerais e com Belo Horizonte, cidade que também é parte importante de sua história. A iniciativa busca unir a arte urbana à preservação da memória da música popular brasileira, especialmente do Clube da Esquina, movimento musical ao qual Milton esteve intimamente ligado e que marcou a história cultural do país.
Este mural representa, portanto, uma celebração não apenas da carreira de Milton Nascimento, mas também do patrimônio cultural de Minas Gerais, reforçando a importância de preservar e valorizar a história de um dos maiores nomes da música brasileira por meio da arte urbana. A iniciativa reforça o papel do graffiti como ferramenta de expressão cultural e de memória, consolidando Belo Horizonte como uma cidade que valoriza suas referências artísticas e musicais.









