O cantor Harry Styles foi alvo de críticas nas redes sociais devido à arte utilizada em um dos ingressos de sua série de 30 shows em Nova York. A ilustração, divulgada na semana em que se completam 25 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001, apresenta um veículo estilizado sobrevoando o Empire State Building. A imagem gerou reações negativas especialmente por sua proximidade temporal com a data, que remete a um dos eventos mais trágicos da história recente dos Estados Unidos.
A ilustração foi compartilhada na plataforma X (antiga Twitter), onde internautas associaram a imagem ao ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center. A imagem, que mostra um veículo em voo, foi interpretada por alguns usuários como uma referência aos aviões sequestrados na ocasião, o que agravou a controvérsia. A coincidência da divulgação com a data de 11 de setembro de 2001, marcada por um dos maiores ataques terroristas do século XX, intensificou a repercussão negativa do episódio.
A tragédia de 11 de setembro ocorreu há 22 anos, mas seus efeitos continuam presentes na memória coletiva. Em 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da organização terrorista Al-Qaeda. Dois desses aviões atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, causando o colapso de ambos os edifícios e a morte de aproximadamente 3 mil pessoas, incluindo passageiros, tripulantes, trabalhadores nos prédios e equipes de resgate. Os outros dois aviões também foram utilizados em ataques nos Estados Unidos, um deles atingindo o Pentágono, enquanto o quarto, com destino desconhecido, caiu em uma área rural na Pensilvânia após intervenção dos passageiros.
A divulgação da arte gerou reações variadas nas redes sociais. Alguns usuários consideraram a escolha ousada, embora insensível, dado o momento de luto e reflexão nacional. Um internauta comentou: “Ousado esse convite, considerando que estamos na semana do 11/9, mas as cores são bonitas”, demonstrando uma tentativa de minimizar a controvérsia. Por outro lado, outros manifestaram opinião contrária, destacando a insensibilidade da imagem: “Seria bonitinho se o 11 de setembro não tivesse acontecido”, afirmou um usuário, reforçando a percepção de que a arte poderia ser interpretada como uma falta de respeito às vítimas do ataque.
Até o momento, Harry Styles não se pronunciou publicamente sobre as críticas relacionadas à arte do ingresso. A controvérsia evidencia a sensibilidade do tema e a importância de se considerar o impacto de imagens e símbolos utilizados em contextos de celebração ou divulgação de eventos culturais, especialmente em datas que remetem a tragédias humanas de grande impacto. A situação reforça a necessidade de atenção na escolha de materiais visuais em eventos públicos, sobretudo em ocasiões que envolvem memórias dolorosas e sensibilidades coletivas.








