Jennifer Finch, a renomada baixista da banda feminina L7, faleceu no último sábado, dia 18, aos 59 anos. A informação foi confirmada por meio de um comunicado oficial da banda, que destacou que Finch lutava contra uma forma agressiva de câncer no cérebro. A morte da artista ocorre apenas cinco dias após a divulgação de seu diagnóstico, gerando comoção entre fãs e colegas de profissão.
A nota publicada nas redes sociais da banda expressou a profunda tristeza pela perda de Finch, descrevendo-a como companheira, irmã, filha e amiga. “O impacto de Jennifer no mundo da música foi avassalador; o impacto em nossas vidas, ainda maior”, afirmou a publicação. A banda também pediu respeito à privacidade da família e amigos durante este momento de luto.
Na semana anterior ao seu falecimento, a banda havia revelado que Finch havia recebido o diagnóstico de câncer cerebral, o que levou à abertura de uma campanha de arrecadação para custear seu tratamento. A meta inicial era de US$ 350 mil, mas a mobilização do público resultou em uma arrecadação total de US$ 364.287, aproximadamente R$ 1,8 milhão. A equipe de Finch expressou sua gratidão pelo apoio recebido, ressaltando a importância das doações para o tratamento da artista.
Devido à gravidade de sua condição, a turnê ‘Last Hurrah’, da L7, não contará com a participação de Jennifer Finch. Desde o diagnóstico, a artista passou por diversas cirurgias e enfrentou uma série de complicações que resultaram em limitações físicas significativas. Inicialmente, Finch acreditava que um ciclo completo de radioterapia poderia ajudá-la a retomar uma vida normal, mas os resultados não foram os esperados.
A campanha de arrecadação foi criada para cobrir uma variedade de despesas relacionadas ao tratamento e cuidados de saúde de Finch. Os recursos arrecadados seriam utilizados para garantir cuidados profissionais de enfermagem domiciliar, fisioterapia e fonoaudiologia, além de equipamentos médicos e outras necessidades essenciais. Também estavam inclusas despesas com cuidados domiciliares que permitiriam que a artista permanecesse em casa, assim como honorários advocatícios e a preservação de seu legado artístico por meio da criação de um arquivo de seu trabalho.
A equipe de Jennifer Finch destacou que os custos para proporcionar os cuidados necessários eram elevados, mas essenciais para oferecer a ela a melhor chance de uma recuperação significativa, mantendo conforto, dignidade e independência. Além disso, os fundos também serviriam para garantir que o trabalho de Finch continuasse a impactar vidas muito além deste momento.
A perda de Jennifer Finch representa uma significativa lacuna na cena musical, especialmente no contexto do rock alternativo, onde a banda L7 se destacou como uma das pioneiras do movimento grunge nos anos 1990. A artista deixa um legado importante, tanto por sua contribuição musical quanto pela luta corajosa contra a doença que a acometeu.









