O influenciador Juliano Floss manifestou-se publicamente nesta quinta-feira (1º) sobre a circulação de um vídeo íntimo falso, criado por meio de tecnologia de inteligência artificial, envolvendo seu nome e o do ex-BBB Jonas Sulzbach. Floss afirmou que tomará providências legais contra os responsáveis pela produção e disseminação do conteúdo, que começou a circular nas redes sociais nesta data.
Em suas declarações pelo perfil na plataforma X, antiga rede social Twitter, Juliano destacou que está monitorando a situação e que pretende identificar e processar judicialmente aqueles que estão cometendo o crime. Ele afirmou: “Anotando nome por nome. Não me dá trabalho nenhum achar e processar alguém que está cometendo um crime contra mim. Tem gente que acha que aqui é terra de ninguém só porque não tem o nomezinho e o CPF”. A mensagem reforça a gravidade da ação e a disposição de buscar responsabilização legal, considerando que a criação de vídeos falsos utilizando inteligência artificial configura uma violação dos direitos de imagem e privacidade.
Além disso, o influenciador reforçou seu posicionamento ao afirmar: “Isso é crime! Se liguem”, alertando para a ilegalidade de tais práticas. A circulação de conteúdo manipulado por deepfake, termo técnico que designa a manipulação digital de vídeos com o objetivo de criar imagens e situações que não ocorreram, é uma preocupação crescente no âmbito digital, especialmente quando envolve conteúdos íntimos falsificados.
Até o momento, a equipe de reportagem do LeoDias tentou contato com Jonas Sulzbach para saber se ele também pretende tomar medidas judiciais contra a criação e a disseminação do vídeo, mas não obteve resposta. A ausência de manifestação do ex-BBB reforça a expectativa de que, assim como Floss, ele possa estar avaliando ações legais ou estratégias de defesa diante da situação.
A legislação brasileira prevê penalidades específicas para a produção e divulgação de conteúdos íntimos falsificados, incluindo montagens digitais criadas sem autorização. Essas condutas podem acarretar consequências tanto na esfera criminal quanto na civil, dependendo do grau de envolvimento e do impacto causado às vítimas. A legislação busca proteger a privacidade e a dignidade dos indivíduos, especialmente em casos de manipulação digital que possam causar danos à reputação ou gerar constrangimento.
A questão do uso de inteligência artificial para criar vídeos falsos tem se tornado um tema de debate no Brasil, especialmente diante do aumento de casos de deepfakes com fins difamatórios ou de violação de direitos. Autoridades e especialistas alertam para a necessidade de reforçar a legislação e de promover campanhas de conscientização, de modo a coibir essas práticas ilegais e proteger os direitos dos cidadãos.
Por ora, Juliano Floss prepara-se para adotar medidas legais contra os responsáveis pela criação do vídeo falso, enquanto as investigações sobre a origem e a autoria do material continuam em andamento.







