A atriz Paolla Oliveira é a protagonista do filme de terror psicológico intitulado ‘A Herança de Narcisa’, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 9 de novembro. Ambientada no Rio de Janeiro, a narrativa apresenta uma trama repleta de mistérios, angústias familiares e segredos enterrados, desafiando a atriz a explorar novas dimensões de atuação.
Neste longa-metragem, Paolla Oliveira, de 44 anos, faz sua estreia no gênero de terror psicológico, onde a premissa é marcada por elementos viscerais. A história gira em torno de Ana, que retorna à sua casa de infância após a morte de sua mãe, a ex-vedete Narcisa. Ao lado do irmão Diego, interpretado por Pedro Henrique Müller, Ana inicia um processo de limpeza do imóvel, que se transforma em uma jornada de confrontação com traumas do passado e uma relação familiar complexa e mal resolvida.
Para Paolla, a experiência de atuar em ‘A Herança de Narcisa’ foi mais do que um novo projeto; foi uma oportunidade de reflexão sobre as heranças emocionais que são passadas de geração em geração, especialmente entre mulheres. Em entrevista à CNN Brasil, a atriz destacou que o filme provoca questionamentos sobre os laços familiares, que muitas vezes são mais complicados do que aparentam. “Os laços vêm de amor, mas também herdamos frustrações e o que não foi dito. É importante entender o que somos e o que devemos deixar para trás”, afirmou.
O longa não se limita a ser uma simples obra de terror, mas busca estabelecer um diálogo íntimo com o público. Paolla acredita que o filme leva os espectadores a refletirem sobre suas próprias vidas, questionando o que é necessário deixar para trás e qual é a verdadeira voz de cada um. “Quem gosta de terror vai se identificar. Provavelmente, as pessoas se perguntarão: ‘O que eu tenho que deixar para trás?'”, comentou.
A interpretação de duas personagens distintas também exigiu uma abordagem técnica cuidadosa, com foco na sutileza. Segundo a atriz, a construção das personagens foi um processo orgânico e colaborativo. “É interessante começar uma personagem sem saber exatamente como ela vai se desenvolver. A interação com a equipe e as expectativas criadas durante a preparação foram fundamentais”, explicou em coletiva de imprensa.
Sobre o tom da atuação, Paolla ressaltou que o filme pedia uma abordagem mais contida e dramática. “O terror tem um componente dramático que exige uma atuação mais suave. Eu interpreto duas personagens, e isso influenciou a forma como construí a narrativa”, disse. A atriz também revelou que realizou suas cenas sem dublês, o que proporcionou uma experiência física intensa e autêntica.
A dualidade entre as personagens trouxe desafios adicionais, especialmente na transição entre passado e presente. Paolla destacou a importância da parceria com outros atores, mencionando uma cena emocionante com Rosamaria Murtinho, que interpretou uma figura forte em sua vida. “Foi especial estar ao lado de uma atriz tão talentosa em um momento tão intenso”, concluiu.
Com uma trama que promete prender a atenção do público, ‘A Herança de Narcisa’ se destaca no cenário do cinema nacional, trazendo à tona questões profundas sobre a dinâmica familiar e as heranças emocionais que moldam nossas vidas.









