O Cruzeiro conquistou a Conmebol Libertadores Feminina de 2026 em sua primeira participação no torneio. A equipe mineira venceu o Corinthians por 4 a 3 na decisão e garantiu o primeiro título continental de sua história na competição. O resultado impediu que o clube paulista alcançasse sua sétima taça, além de colocar o Cruzeiro em uma lista restrita de equipes que venceram a Libertadores Feminina logo na estreia.
A última equipe a conquistar o torneio em sua primeira participação havia sido o Palmeiras, em 2022. Quatro anos depois, o Cruzeiro repetiu o feito em uma final marcada pelo alto número de gols e por uma disputa equilibrada contra um dos principais vencedores da história da competição.
Byanca Brasil termina como artilheira e amplia coleção de títulos
Um dos principais nomes da campanha celeste foi Byanca Brasil. A atacante terminou a Libertadores Feminina como artilheira, com seis gols marcados, e também levantou pela terceira vez o troféu continental. A jogadora já havia sido campeã em 2017, pelo Corinthians, em uma conquista compartilhada com o Audax, e em 2022, pelo Palmeiras.
O desempenho de Byanca também reforça uma coincidência envolvendo suas conquistas. Em todas as três edições em que ela foi campeã, o clube que defendia conquistou a Libertadores Feminina pela primeira vez: o Corinthians, junto com o Audax, em 2017; o Palmeiras, em 2022; e o Cruzeiro, em 2026.
A artilharia da edição de 2026 foi dividida. Victoria Albuquerque, do Corinthians, e Mariana Zamorano, do Santa Fe, também marcaram seis gols. Vic Albuquerque, como é conhecida, havia terminado no topo da artilharia em 2020 e 2021. Nas duas ocasiões, porém, não ficou isolada na liderança, assim como ocorreu nesta edição.
Final de 2026 teve uma das maiores contagens de gols da história
A vitória do Cruzeiro por 4 a 3 sobre o Corinthians fez da decisão de 2026 a segunda final mais goleadora da história da Libertadores Feminina. Apenas a primeira decisão do torneio teve mais gols: naquela edição, o Santos derrotou a UAA por 9 a 0.
O confronto também registrou um marco relacionado à velocidade dos gols. Gabi Zanotti, do Corinthians, balançou as redes aos 3 minutos e 26 segundos, estabelecendo o gol mais rápido em uma final da Libertadores Feminina considerando as últimas cinco edições. O recorde anterior pertencia a Ary Borges, que marcou pelo Palmeiras contra o Boca Juniors em 2022, aos 4 minutos e 16 segundos.
Ketlin e Letícia Ferreira, do Cruzeiro, também entraram para a história do torneio. As duas são as primeiras jogadoras a marcar um gol em uma final de Libertadores Feminina no recorte das últimas cinco edições da competição.
Disputas por pênaltis mantêm padrão nas finais com gols
Outro dado relacionado às decisões diz respeito às finais que terminaram em disputa por pênaltis após terem gols durante o tempo regulamentar. Nas duas ocasiões em que isso ocorreu, o título ficou com a equipe que havia sofrido o primeiro gol.
O caso anterior ao de 2026 havia acontecido em 2018, quando o Atlético Huila superou o Santos. As outras três finais do período considerado terminaram empatadas em 0 a 0, sem gols durante a partida.
Por fim, Vic Albuquerque e Byanca Brasil alcançaram uma marca inédita nas últimas cinco edições da Libertadores Feminina. A jogadora do Corinthians marcou em finais diferentes em 2024 e 2026, enquanto a atacante do Cruzeiro repetiu o feito em 2022 e 2026. Dessa forma, as duas se tornaram as primeiras atletas a balançar as redes em duas decisões distintas dentro desse recorte.







