O 3º sargento da Polícia Militar, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, que está sendo investigado pelo feminicídio de sua companheira, a capitã da PM Michele Leão Azevedo, de 41 anos, não conta mais com a representação do advogado criminalista Gustavo Nepomuceno Lopes. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (23) através de uma nota oficial.
No comunicado, o advogado informou que sua atuação no caso foi encerrada e optou por não divulgar os motivos que levaram a essa decisão, em respeito ao sigilo profissional e às diretrizes da advocacia. Ele expressou ainda o desejo de que os fatos sejam esclarecidos pelas autoridades competentes, observando o devido processo legal.
A desistência do advogado ocorre em um momento em que as investigações da Polícia Civil sobre a morte da capitã avançam. Fontes da reportagem indicam que a polícia está considerando a possibilidade de que as agressões tenham se iniciado durante uma confraternização que ocorreu na residência do casal na noite do último domingo (19). Uma testemunha que estava presente no local teria presenciado o início da violência.
Além disso, a reportagem revelou que amigos do casal demonstraram relutância em prestar depoimentos espontaneamente, optando por aguardar uma intimação formal da Polícia Civil. Imagens capturadas por câmeras de segurança do condomínio mostram uma mulher deixando a casa na madrugada de segunda-feira (20), apresentando sinais de preocupação.
A capitã Michele Leão Azevedo foi levada ao Hospital Odilon Behrens pelo sargento na noite de segunda-feira (20), já sem vida. A equipe médica que a atendeu constatou que ela apresentava traumatismo craniano e múltiplas lesões pelo corpo, além de informar que a vítima já estava morta há aproximadamente quatro horas.
Em seu depoimento, o sargento alegou que as lesões teriam sido causadas por práticas sexuais consensuais e que sua esposa teria caído de uma escada. Contudo, a investigação revelou evidências que contradizem essa versão, incluindo um cabo de madeira quebrado encontrado no lixo, roupas de cama molhadas na máquina de lavar e imagens que mostram o militar transportando a vítima desacordada até o veículo.
Atualmente, o sargento está preso preventivamente enquanto a Polícia Civil investiga não apenas o caso específico da morte da capitã, mas também o histórico do relacionamento entre o casal, que inclui denúncias anteriores de violência envolvendo o investigado. As autoridades seguem coletando depoimentos e analisando as provas para elucidar o caso.








