O Palácio Francisco Bicalho, sede da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), será iluminado nas cores roxa e verde entre os dias 29 de outubro e 6 de novembro. A iniciativa tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a síndrome de Lennox-Gastaut, uma condição rara e grave de epilepsia que provoca crises recorrentes e pode afetar a aprendizagem, o comportamento, a comunicação e o desenvolvimento.
A mobilização ocorre em referência ao Dia Internacional de Conscientização sobre a síndrome de Lennox-Gastaut, celebrado em 1º de novembro. Ao longo do período definido, a iluminação especial do prédio público pretende dar visibilidade às pessoas diagnosticadas com a condição e chamar a atenção da sociedade para os impactos enfrentados por pacientes e familiares.
A ação foi solicitada pela vereadora Dra. Michelly Siqueira (PRD). De acordo com a avaliação apresentada para a iniciativa, a iluminação do Palácio Francisco Bicalho pode contribuir para ampliar o conhecimento da população sobre a síndrome, além de reforçar a importância da inclusão social das pessoas afetadas.
Condição costuma surgir na primeira infância
A síndrome de Lennox-Gastaut é classificada pela Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE) como uma encefalopatia epiléptica e do desenvolvimento. Trata-se de uma forma rara e grave de epilepsia, cujos primeiros sinais aparecem habitualmente durante a primeira infância. Em muitos casos, a condição acompanha o paciente ao longo de toda a vida.
O diagnóstico pode ser dificultado pela semelhança dos sintomas com os de outras formas de epilepsia. A complexidade do quadro clínico também pode fazer com que a identificação da síndrome demore anos. Esse atraso pode comprometer o acesso ao tratamento adequado e ao suporte necessário para os pacientes e seus familiares.
Síndrome reúne diferentes tipos de crises
Entre as principais características da síndrome de Lennox-Gastaut está a ocorrência de múltiplos tipos de crises epilépticas. O quadro pode incluir ausências atípicas, crises tônicas e crises atônicas, manifestações que apresentam características distintas e podem afetar a rotina e a segurança do paciente.
Outro aspecto central é a resistência aos medicamentos. A maior parte das pessoas com a síndrome continua apresentando crises mesmo após o uso combinado de diferentes medicamentos. Essa dificuldade no controle das manifestações exige acompanhamento e suporte contínuos, considerando a gravidade e a persistência do quadro.
Os efeitos da síndrome não se limitam às convulsões. A condição também pode provocar impactos no desenvolvimento, atingindo áreas como comportamento, comunicação e aprendizagem. Essas consequências podem interferir na rotina dos pacientes e impor desafios adicionais às famílias.
Ao destacar a síndrome por meio da iluminação da sede do Legislativo municipal, a Câmara de Belo Horizonte busca contribuir para que o tema seja mais conhecido. A medida também reforça a necessidade de ampliar o esclarecimento sobre uma condição que pode permanecer sem diagnóstico por longos períodos e que afeta diferentes aspectos da vida dos pacientes e de seus familiares.









