A assistente administrativa Elisângela Silva Braça, de 47 anos, que reside há mais de 30 anos em uma casa ao lado da fábrica Suggar, no bairro Olhos D’Água, região Oeste de Belo Horizonte, enfrenta a necessidade de deixar o imóvel devido à interdição realizada pela Defesa Civil após o incêndio ocorrido na madrugada de sexta-feira, dia 7 de novembro. A família, que inclui a mãe de 91 anos, uma irmã e outros familiares, está atualmente sem previsão de retorno ao local onde viveu por décadas, sendo obrigados a buscar uma nova moradia temporária, com custos pagos pela própria empresa responsável pela fábrica.
O imóvel da família, localizado na rua Professor Otílio Macedo, fica vizinho ao galpão onde o incêndio começou e foi interditado por questões de segurança, devido aos riscos estruturais e à presença de fumaça residual entre os escombros. Enquanto aguardam a liberação, Elisângela e seus familiares estão morando temporariamente na casa de um irmão, também na mesma rua, uma rotina que se tornou ainda mais difícil devido às condições de saúde da idosa, que sofre de Alzheimer e apresenta dificuldades de locomoção.
Elisângela relata que a rotina de cuidados com a mãe, além do trabalho e da rotina familiar, foi profundamente afetada pelo ocorrido. Ela explica que a ligação emocional com o imóvel é forte, pois toda a vida da família está ali, e expressa sua esperança de retornar ao local assim que as vistorias e investigações da Defesa Civil forem concluídas, embora não espere que isso aconteça antes de três meses. A assistente lembra que, no dia do incêndio, foi avisada por um vizinho enquanto sua mãe e uma irmã estavam dormindo, e que, ao abrir a porta, já viu as chamas próximas à residência, o que obrigou a família a sair às pressas do local.
A empresa Suggar informou que assumirá todas as despesas relacionadas ao aluguel de uma nova moradia para as famílias afetadas, incluindo a de Elisângela. Em nota oficial, a companhia destacou que realizou o cadastro das pessoas prejudicadas e mantém contato constante com os moradores do entorno da unidade para oferecer suporte necessário. Além disso, a Suggar anunciou que, nos próximos dias, disponibilizará atendimentos médicos e psicológicos para os moradores que precisarem de acompanhamento, enquanto aguarda a conclusão das vistorias e análises da Defesa Civil sobre as condições do imóvel interditado.
O incêndio na fábrica Suggar, uma das principais fabricantes de utensílios domésticos da região, causou grande impacto na comunidade local, não apenas pelo risco imediato à segurança, mas também pelos efeitos prolongados na rotina das famílias próximas à unidade. A situação de Elisângela e de outros moradores demonstra a vulnerabilidade de quem reside em áreas próximas a instalações industriais, especialmente em casos de acidentes que comprometem a estrutura e a segurança dos imóveis vizinhos. A expectativa agora é pela rápida conclusão das avaliações técnicas, para que as famílias possam retomar suas vidas o quanto antes.







