Belo Horizonte é a terceira capital do país com o maior número de pessoas vivendo nas ruas. De acordo com o Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da UFMG, são 16.115 pessoas — um aumento de 4,1% em relação a 2025. Quando se olha para cinco anos atrás, o salto é ainda mais expressivo: 76% de crescimento, já que em 2020 eram 9.157. A capital mineira só fica atrás de São Paulo, que concentra 108.202 pessoas, e do Rio de Janeiro, com 24.403.
No país, o total chega a 388.855. O estado de São Paulo lidera com folga: 159.290 moradores em situação de rua. Em seguida vêm Rio de Janeiro, com 35.406, e Minas Gerais, que em 2020 registrava 14.304 pessoas nessa condição. Os pesquisadores da UFMG apontam que seis em cada dez dessas pessoas estão no Sudeste, reflexo da busca por oportunidades de trabalho que a região concentra. Sete em cada dez são negras.
Em noa, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social afirmou que o governo mineiro atua no fortalecimento das políticas voltadas a essa população, com apoio técnico e financeiro aos municípios, capacitação das equipes e ações de inclusão social e produtiva.
Já a Prefeitura de Belo Horizonte declarou que mantém uma rede de atendimento com frentes na assistência social, saúde, moradia e inclusão produtiva, e destacou o trabalho das equipes de abordagem social, a ampliação dos serviços de acolhimento e os programas de reinserção e acesso à moradia.






