A Marcha da Maconha mobilizou manifestantes no Centro de Belo Horizonte, na tarde deste sábado (24). O ato levou uma réplica gigante de cigarro da substância. Segundo os organizadores, o ‘baseado’ tem 18 metros em referência aos 18 anos do movimento na capital.
Participantes levaram faixas que resumiam o espírito do protesto: “Nem crime, nem doença. É só uma planta”, além de criticar o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal que prevê multa para quem consumir drogas em áreas públicas da capital.
A concentração começou na Praça da Estação e, por volta das 16h20, a marcha seguiu pela Avenida Afonso Pena, passando pela Praça Sete. O trajeto forçou o fechamento temporário de algumas das principais vias da cidade, com agentes da BHTrans acompanhando a movimentação e fazendo intervenções pontuais no trânsito.
No último dia 12, os vereadores de Belo Horizonte aprovaram em segundo turno o projeto que fixa multa de R$ 1.500 para quem for flagrado portando ou consumindo drogas em espaços públicos — a proposta abrange ruas, praças, ciclovias, repartições, campos de futebol e outros locais de circulação coletiva. O texto ainda aguarda envio à sanção da prefeitura e, portanto, não está em vigor. Enquanto isso, os manifestantes mantêm as ruas como principal palco de contestação.






