A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu nesta semana o inquérito que investiga uma série de crimes de estelionato praticados contra estabelecimentos de beleza na cidade de Patos de Minas, localizada no Alto Paranaíba. As investigações, encerradas na última segunda-feira, dia 24 de agosto, revelaram que uma mulher de 63 anos vinha realizando procedimentos estéticos nos salões, deixando-os com dívidas não quitadas e utilizando estratégias fraudulentas para escapar do pagamento.
De acordo com as apurações, a suspeita frequentava salões de beleza nos bairros Jardim Panorâmico e Centro, onde realizava procedimentos estéticos, como cortes, colorações ou tratamentos, e, ao final, prometia pagar a dívida imediatamente por meio de transferências via Pix. No entanto, após o procedimento, ela bloqueava as proprietárias pelo WhatsApp, impedindo qualquer contato ou tentativa de cobrança. Os débitos acumulados totalizaram R$ 855,00 em dois estabelecimentos diferentes, configurando um prejuízo financeiro significativo para os empresários locais.
As investigações apontaram ainda que, em uma das ocasiões, a mulher simulou um mal-estar para facilitar sua saída do salão, demonstrando uma tentativa de evitar o pagamento e fugir da responsabilidade. Essa conduta reiterada foi considerada pelos policiais como uma ação fraudulenta, que ocorreu em pelo menos duas ocasiões distintas, evidenciando um padrão de comportamento ilícito.
Durante o interrogatório, a suspeita confessou que, no momento dos procedimentos, não possuía recursos financeiros disponíveis para quitar as dívidas. Ela também confirmou que bloqueou as proprietárias dos salões pelo WhatsApp, o que dificultou ainda mais a cobrança dos valores devidos. Com base nas provas coletadas, a Polícia Civil indiciou a mulher duas vezes pelo crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro, que trata de obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita em prejuízo alheio, mediante artifício ou ardil.
O inquérito policial foi devidamente encaminhado ao Poder Judiciário de Minas Gerais, que deverá decidir sobre as providências legais cabíveis. A investigação destaca a importância de ações de fiscalização e conscientização para evitar que práticas semelhantes causem prejuízos financeiros a empresários locais e reforça a necessidade de atenção por parte dos consumidores ao realizar transações financeiras em estabelecimentos comerciais.









