O Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração (SIGBM), mantido pela Agência Nacional de Mineração (ANM), anunciou nesta semana a redução do nível de emergência de uma das barragens a montante da Vale localizada em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais. A estrutura, que anteriormente estava classificada como nível 2 de emergência, passou a ser considerada de nível 1, indicando uma situação de menor risco. A decisão foi oficializada em 18 de agosto, após avaliações técnicas detalhadas conduzidas pela agência reguladora.
A barragem beneficiada por essa reclassificação é a Forquilha I, situada na mina Fábrica, uma das unidades operadas pela Vale na região. Desde 2020, a estrutura estava classificada no nível 2 de emergência, o que indicava a necessidade de monitoramento mais rigoroso e ações de mitigação específicas. A mudança no status, segundo a Vale, ocorreu após o avanço de investigações geotécnicas, estudos técnicos aprofundados e melhorias na instrumentação da barragem, que permitiram uma avaliação mais precisa do seu risco potencial.
Apesar da redução no nível de emergência da barragem Forquilha I, outras duas estruturas na mesma mina continuam classificadas como nível 2 de emergência: as barragens Forquilha II e III. A barragem Forquilha III, que em 2025 havia sido classificada como nível 3 de emergência — o mais alto na escala de risco —, foi reclassificada para o nível 2 após análises técnicas recentes, o que contribui para a melhora geral na avaliação de risco da operação da Vale na região. Com essa mudança, a Vale não possui mais nenhuma de suas barragens na categoria de risco máximo, o que representa um avanço na gestão de segurança das suas estruturas de contenção.
As três barragens, Forquilha I, II e III, estão atualmente em processo de descaracterização, procedimento que visa reduzir o risco de acidentes ao transformar as barragens a montante em estruturas de menor risco ou desativá-las completamente. A previsão é de que esse processo seja concluído até 2035, conforme o cronograma estabelecido pela Vale e pelas autoridades reguladoras. Vale destacar que, até o momento, já foram concluídos 19 dos 30 processos de descaracterização de barragens a montante previstos no Programa de Descaracterização de Barragens a Montante no Brasil, uma iniciativa que busca mitigar riscos associados às estruturas de contenção de rejeitos de mineração.
Essa redução do nível de emergência reflete os esforços contínuos da Vale em aprimorar a segurança de suas operações e demonstra o avanço na implementação de medidas de mitigação e monitoramento mais eficazes. Ainda assim, as autoridades permanecem vigilantes, reforçando a importância do acompanhamento técnico e da transparência na gestão de barragens de mineração no país.







