Uma artesã de 58 anos, identificada como Élvia Marques, relatou ter sido vítima de agressões físicas e ameaças de morte durante uma altercação ocorrida em um condomínio localizado no bairro Salgado Filho, na Região Oeste de Belo Horizonte. O incidente, que resultou em hematomas pelo corpo e na fratura de um dedo, também deixou a vítima com medo de novas agressões e preocupada com as consequências para sua rotina de trabalho.
Segundo Élvia, ela foi agredida por Luiz Moreira e sua companheira, Lina Raquel, após uma discussão relacionada a um imóvel que teria sido leiloado por um banco em 2023 e que, posteriormente, passou a ser de propriedade de uma nova dona. A confusão ocorreu dentro do condomínio, onde moradores acionaram a Polícia Militar ao presenciar a briga. Os dois envolvidos, Luiz e Lina, foram detidos e aguardam audiência de custódia, enquanto câmeras de segurança registraram parte do episódio. Nas imagens, Luiz aparece agredindo Élvia, além de danificar um carro na garagem do condomínio, que pertence à própria vítima.
A agressão física deixou Élvia com hematomas nos braços, pescoço e dores generalizadas, além de um dedo quebrado, cuja fratura foi confirmada por avaliação médica. Ela relatou que o médico recomendou um afastamento de 15 dias, impossibilitando-a de trabalhar. Como produtora de peças artesanais, principalmente de crochê, Élvia afirmou estar preocupada com a impossibilidade de exercer suas atividades durante o período de recuperação, o que agravou sua situação financeira, já que ela depende da venda dessas peças para sustento.
Além das lesões físicas, Élvia revelou estar sob forte estado de medo devido às ameaças de morte que teria recebido de Luiz e Lina. Ela afirmou que eles teriam dito que a matariam assim que saíssem da prisão, aumentando seu temor de que possa sofrer novas agressões ao deixar o ambiente policial. A artesã também contou que, durante a confusão, seu cachorro foi atingido por um soco, e ela, por estar desorientada, não consegue recordar claramente todos os detalhes do ocorrido.
O episódio também envolveu ações de Luiz Moreira na garagem do condomínio, onde ele danificou um carro de propriedade de Élvia, usando um carrinho de compras para atingir o veículo. Ela explicou que o automóvel, adquirido há apenas três meses e ainda financiado, representa uma despesa significativa, incluindo parcelas e seguro, e que agora enfrenta dificuldades para arcar com os custos de reparo.
Moradores do condomínio relataram que a confusão teve origem em uma disputa relacionada ao imóvel anteriormente pertencente ao casal, que foi levado a leilão por um banco em 2023. Após o leilão, o imóvel continuou sendo anunciado e alugado por antigos proprietários, o que gerou desentendimentos. Um morador, Aloísio Cruz, que reside no local há cerca de quatro meses, afirmou que não tinha conhecimento do leilão ao firmar o contrato de locação e que, após a descoberta da situação, os acessos ao condomínio foram alterados para impedir a entrada dos antigos proprietários. Luiz e Lina, ao descobrirem as mudanças, teriam ido até o prédio, iniciando a briga.
A artesã destacou que não tinha envolvimento direto na disputa pelo imóvel, tendo apenas cedido uma vaga de garagem relacionada ao apartamento de forma temporária. Além do prejuízo material e dos ferimentos, ela expressou preocupação com o que pode acontecer após a libertação do casal, temendo por sua segurança e por sua paz de espírito. Ela pediu que Luiz e Lina não sejam colocados em liberdade, reforçando seu desejo de poder trabalhar sem o medo de novas agressões.
A situação ainda envolve a apreensão de Luiz Moreira e Lina Raquel, que permanecem detidos enquanto aguardam a audiência de custódia. A ocorrência gerou repercussão na comunidade local, que busca esclarecimentos sobre a origem do conflito e a segurança dos moradores envolvidos.








