Os corpos dos três pilotos que perderam a vida na queda de uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, serão velados neste domingo (11/10), das 11h às 14h, na Academia de Polícia Militar localizada no bairro Prado, na região Oeste de Belo Horizonte. O sepultamento está agendado para as 16h no Cemitério Parque Bosque da Esperança, situado no bairro Jaqueline, na região Norte da capital mineira. As cerimônias homenagearão o tenente-coronel Luís Fernando Silvestre, a tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, mortos na sexta-feira (9/10) durante a queda da aeronave nas proximidades do Aeroporto Regional de Ipatinga.
O tenente-coronel Luís Fernando Silvestre, de 49 anos, comandava o Comando de Aviação do Estado (Comave) e tinha uma carreira de 24 anos na Polícia Militar de Minas Gerais. Com mais de 19 anos dedicados à aviação de segurança pública, ele acumulava mais de 5 mil horas de voo e atuava como piloto, instrutor e examinador credenciado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Sua experiência e liderança eram reconhecidas na corporação, e sua morte representa uma perda significativa para o setor de aviação policial do estado.
A tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 33 anos, era mãe de dois filhos e havia retornado recentemente de licença-maternidade. Ela foi a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa no Comave, marcando uma importante conquista de inclusão de gênero na aviação militar de Minas Gerais. Sua trajetória profissional evidencia o avanço e a diversidade na corporação, além de sua dedicação à missão de segurança pública.
A tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, de 34 anos, nasceu em Governador Valadares e mudou-se ainda criança para Caratinga, onde estudou em escolas públicas antes de ingressar na Polícia Militar. Ela se destacou como piloto da corporação, contribuindo para as operações aéreas do estado. Sua trajetória de vida reflete o compromisso de jovens talentos mineiros com a segurança pública e a aviação policial.
A aeronave envolvida no acidente, um avião Pégasus 17, decolou às 15h16 de sexta-feira do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo informações da Polícia Militar de Minas Gerais, a aeronave realizava uma rechecagem anual de proficiência dos pilotos no momento do acidente. A corporação garantiu que a manutenção da aeronave estava em dia e que toda a documentação estava regular até abril de 2027. As causas do acidente estão sendo investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que apura os fatores que levaram à tragédia.
A tragédia reforça a importância da investigação detalhada de acidentes aéreos e a necessidade de reforçar os protocolos de segurança na aviação policial, uma vez que o setor desempenha papel fundamental na segurança pública do estado. A perda dos três pilotos representa uma fatalidade que impacta não apenas a corporação, mas toda a sociedade mineira, que acompanha com pesar o desenrolar dos acontecimentos.









