A Polícia Civil de Minas Gerais está conduzindo investigações sobre um caso ocorrido em uma escola de Uberlândia, cidade localizada a aproximadamente 539 quilômetros de Belo Horizonte, envolvendo seis estudantes suspeitos de agredir e abusar sexualmente de um adolescente de 13 anos. O incidente foi registrado na manhã da última sexta-feira, dia 28 de outubro, e as informações preliminares indicam que a vítima foi levada ao banheiro masculino por um estudante de 15 anos, onde permaneceu por cerca de seis minutos na companhia de outros colegas.
Segundo o boletim de ocorrência, imagens do sistema de monitoramento interno da escola mostram o momento em que o adolescente de 13 anos foi puxado por um dos estudantes e conduzido até o banheiro. Após o ocorrido, a mãe da vítima relatou que, ao chegar em casa, seu filho entrou imediatamente no banheiro e demorou a sair. Ao verificar a situação, ela constatou a presença de sangue em um papel higiênico descartado na lixeira do local, além de sinais de sangramento no nariz e em partes íntimas do garoto. Os pais também notaram hematomas pelo corpo do adolescente, reforçando a gravidade do episódio.
Após o incidente, o jovem foi encaminhado a uma Unidade de Atendimento Integrado (UAI) na cidade, onde recebeu atendimento médico. Posteriormente, ele foi transferido ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Em relato à equipe médica, a vítima afirmou ter sido estuprada pelo estudante de 15 anos enquanto era segurada por outros dois colegas. Ela também mencionou a presença de duas testemunhas, também alunos da escola, que presenciaram o abuso.
De acordo com as informações fornecidas pelos envolvidos, a motivação para levar a vítima ao banheiro teria sido uma cobrança de R$10 referente a um suposto furto de um outro estudante. A vice-diretora da escola foi procurada no dia do fato por um aluno que afirmou ter presenciado a agressão no banheiro. A direção escolar, ao tomar conhecimento do ocorrido, convocou os estudantes suspeitos para uma conversa, momento em que eles teriam confessado as agressões físicas, mas negaram o abuso sexual.
A Polícia Civil realizou exames periciais e coleta de material biológico no âmbito do programa de humanização do atendimento às vítimas de violência sexual, com o objetivo de elaborar um laudo conclusivo sobre o caso. Os seis adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, foram identificados pela direção da escola e pela Polícia Militar como suspeitos de participação ou testemunhas do episódio. Como a comunicação do ocorrido foi feita alguns dias após a data do fato, não houve flagrante na ocasião.
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais divulgou uma nota oficial afirmando que acompanha o caso por meio da Superintendência Regional de Ensino de Uberlândia e do Núcleo de Acolhimento Educacional. A pasta destacou que está oferecendo suporte psicológico e social à família da vítima e reforçou o seu repúdio a qualquer tipo de violência. Além disso, informou que medidas administrativas e disciplinares estão sendo adotadas enquanto as investigações continuam sob responsabilidade dos órgãos competentes.









