O Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) anunciaram, nesta quarta-feira (21/10), seu apoio à reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados. A decisão reforça a estratégia do Centrão de manter o comando da Casa Legislativa em fevereiro de 2027, independentemente do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que envolve o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em nota conjunta, as duas legendas justificaram seu apoio a Motta destacando seu compromisso com pautas defendidas pelo governo Lula, como o fim da escala de trabalho 6×1, além de mencionar que o deputado declarou apoio a Lula no segundo turno. Os partidos também ressaltaram a importância de formar uma maioria parlamentar sólida diante do avanço da direita na Câmara dos Deputados, uma preocupação central na conjuntura política atual. Segundo a nota, “diante da atual conjuntura política e institucional, marcada pelo avanço da extrema direita na composição da Câmara dos Deputados, entendemos que a construção de uma maioria com o centro democrático é fundamental para assegurar governabilidade”.
O PSB, que conquistou 15 cadeiras na Câmara, e o PDT, com seis deputados eleitos, unem-se a uma base de apoio composta por dez partidos do Centrão, que juntos somam 252 parlamentares. Com esse respaldo, a articulação de Hugo Motta alcança atualmente 273 votos, número suficiente para garantir sua eleição em primeiro turno, caso todos os deputados votem de forma unificada. Essa maioria reforça a força de Motta na disputa, que também terá peso na formação do próximo governo, especialmente se Flávio Bolsonaro vencer o segundo turno. Nesse cenário, o parlamentar precisará negociar com partidos que já demonstraram apoio à candidatura de Motta para aprovar suas propostas na Casa.
Apesar de o PL, partido de Flávio Bolsonaro, eleger a maior bancada na Câmara com 121 deputados, essa quantidade ainda é insuficiente para alterações na Constituição, que exigem pelo menos 308 votos. Assim, a maioria do Centrão, apoiando Motta, representa uma força considerável na composição do cenário político e na definição do comando da Casa Legislativa.
Os partidos que apoiam a reeleição de Motta justificaram sua posição afirmando que o compromisso estratégico com a reeleição de Lula e a construção de condições políticas favoráveis a um possível quarto mandato presidencial orientam suas ações. Além disso, reafirmaram a necessidade de consolidar conquistas sociais e evitar retrocessos, reforçando a importância de uma base parlamentar centrada para garantir a estabilidade e governabilidade do país em um momento de polarização política e disputas pelo controle do Legislativo.









