Um voo com 85 brasileiros deportados pelo governo dos Estados Unidos pousou por volta das 1h50 deste sábado (31/10) no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A chegada deu início a mais uma operação de recepção e acolhimento organizada pelo programa Aqui é Brasil, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
O grupo repatriado era formado por 69 homens e 16 mulheres. A maior parte dos passageiros tinha entre 30 e 39 anos. Entre os brasileiros que retornaram ao país também estavam quatro crianças e adolescentes com idades entre 0 e 14 anos, além de uma pessoa idosa.
O programa Aqui é Brasil foi criado para assegurar um retorno humanizado, seguro e digno a brasileiros repatriados ou deportados que estejam em situação de vulnerabilidade. A iniciativa acompanha os passageiros desde a chegada ao território nacional e oferece suporte durante os primeiros momentos do retorno.
Segundo o MDHC, a deportação foi realizada pelo governo norte-americano. Depois dos procedimentos iniciais no aeroporto, os brasileiros foram encaminhados para uma estrutura de atendimento temporário instalada em um hotel parceiro. O espaço foi preparado para receber o grupo e concentrar os serviços de assistência previstos na operação.
No hotel, os retornados recebem alimentação, kits de higiene, assistência em saúde e apoio psicossocial. Também são fornecidas orientações para que cada pessoa possa prosseguir a viagem e retornar ao município de destino. A proposta é oferecer atendimento básico e suporte diante das necessidades imediatas apresentadas pelos passageiros após a deportação.
“Nosso compromisso é assegurar que o retorno ao Brasil seja acompanhado de assistência, respeito à dignidade humana e atenção às necessidades de cada pessoa”, afirmou Bryan Sempértegui Rodas, assistente da operação.
A ação faz parte da rotina de recepção do programa, que tem frequência de envio diária. Desde sua criação, em 2025, o Aqui é Brasil já contabiliza 58 operações destinadas ao retorno de mais de 5,9 mil brasileiros em situação de vulnerabilidade. A maioria dessas pessoas foi oriunda dos Estados Unidos.
Somente neste ano, entre janeiro e outubro, foram recepcionados 39 voos. Os números refletem a atuação contínua do programa no acolhimento de brasileiros que retornam ao país após processos de repatriação ou deportação e que necessitam de apoio para reorganizar a volta aos seus locais de origem.
De acordo com o ministério, a assistência oferecida após o desembarque busca garantir que o retorno ocorra com dignidade e segurança. Além do atendimento inicial, as equipes orientam os passageiros sobre as etapas seguintes da viagem e sobre os serviços disponibilizados durante a permanência temporária na estrutura parceira.






