Dois homens estão desaparecidos desde a noite desta sexta-feira, 24 de julho, após serem vistos pela última vez em uma lanchonete situada na Serra do Cipó, região Central de Minas Gerais. Luiz Alexandre de Souza Lima e Rafael Dias de Souza teriam sido avistados no local por volta das 18h40, e, após uma última ligação telefônica, aproximadamente às 20h, as familiares não conseguiram mais contato com eles. A situação gera apreensão entre familiares, que relatam que os homens saíram com a finalidade de cumprir um serviço de instalação de ar-condicionado em uma fazenda próxima ao Morro do Pilar, no Alto Jequitinhonha, conforme relatado por uma das parentes.
Segundo Bruna Machado, de 25 anos, que é prima de Rafael, os dois teriam deixado a residência por volta das 15h para atender a um trabalho específico na região citada. “Ele saiu de casa falando que ia trabalhar lá em Morro do Pilar. Ele trabalha com instalação de ar-condicionado. Eles foram atender a um cliente do Alexandre”, explicou Bruna, com o objetivo de esclarecer a origem do deslocamento e a natureza do serviço que motivou a viagem. A narrativa das familiares sustenta a hipótese de que os dois estavam a caminho de uma prestação de serviço para um cliente do restante da equipe, vinculada à atividade de instalação de ar-condicionado.
Ainda conforme o relato familiar, o último contato com as duas pessoas ocorreu por volta das 20h, quando a esposa de Luiz Alexandre conversou com ele e foi informada de que eles ainda não haviam chegado ao local do serviço. A incerteza sobre o paradeiro aumentou após esse momento, sem confirmação de que teriam chegado ao destino combinado. Bruna Machado destacou que a família não conseguiu obter a confirmação do pleito, já que as informações sobre o destino dependiam de contatos com o responsável pela fazenda onde o serviço seria realizado. “Depois desse contato, a gente não sabe se eles chegaram ou não chegaram na fazenda. A gente não tem essa informação”, relatou.
A parentesco também reporta que houve tentativa de contato com a pessoa responsável pela fazenda, para confirmar se eles teriam chegado ao destino. Contudo, o acesso a informações tem apresentado dificuldades: “A gente até conseguiu um telefone do rapaz, mas parece que ele está sem internet”, afirmou Bruna. A explicação sugere que a comunicação com a área ou com as pessoas envolvidas no serviço está comprometida, dificultando o acompanhamento do paradeiro dos dois trabalhadores.
Quanto à logística da viagem, a prima de Rafael mencionou que a distância entre a lanchonete onde eles foram vistos pela última vez e a fazenda em que supostamente atuariam levaria aproximadamente uma hora e meia de deslocamento. Esse dado ajuda a entender o intervalo de tempo entre o último registro visual dos dois homens e o momento em que a família os perdeu de vista, reforçando a complexidade da busca que se instaurou desde o episódio.
Desde então, as famílias permanecem mobilizadas em buscas por informações que possam esclarecer o paradeiro de Luiz Alexandre de Souza Lima e Rafael Dias de Souza. Entre deslocamentos, contatos com possíveis testemunhas e tentativas de confirmar dados com o suposto empregador, a mobilização familiar não parou, reiterando a necessidade de informações que possam guiar as autoridades competentes na apuração dos fatos.
Ao final, as famílias reforçam o pedido de que qualquer informação útil para localizar os dois homens seja repassada às autoridades responsáveis pela operação de busca e investigação. A orientação mantém o foco na cooperação entre familiares e órgãos de segurança pública, buscando respostas sobre o que ocorreu após o último registro de ambos. A reportagem segue acompanhando o desenrolar do caso e as providências adotadas pelas autoridades diante do desaparecimento, que permanece sem confirmação de localização até o momento.






