O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta sexta-feira (21) que a estratégia de guerra econômica adotada pelos Estados Unidos, liderada pelo presidente Donald Trump, está destinada ao fracasso, reiterando uma postura de resistência do país frente às sanções impostas por Washington. Em uma mensagem publicada em suas redes sociais, Araqchi destacou que, ao longo dos anos, diferentes administrações americanas tentaram impor medidas de asfixia econômica ao Irã, mas todas essas tentativas não tiveram o efeito desejado.
O chefe da diplomacia iraniana fez uma espécie de retrospectiva, citando declarações de ex-presidentes dos Estados Unidos, como Barack Obama e seu então vice-presidente Joe Biden, que também promoveram sanções severas ao país. Segundo Araqchi, essas ações, que ele descreveu como “sanções mais devastadoras da história” e “pressão máxima”, fracassaram em alcançar seus objetivos. Ele acrescentou que, mesmo com a imposição de uma “operação econômica mais avassaladora da história” nos últimos meses, o resultado permanece o mesmo: fracasso.
Para Araqchi, a atual fase de sanções e pressão econômica adotada por Trump responde a uma crise “sem precedentes” dentro dos Estados Unidos, e acredita que essas ações apenas trarão mais derrotas para Washington. O ministro também minimizou as declarações de que a guerra econômica estaria em andamento, reforçando que o Irã mantém sua postura de resistência e que as sanções não terão efeito duradouro sobre a economia do país.
Além do discurso diplomático, o Irã reforçou sua postura de defesa militar. O chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas, Ali Abdulahi, enviou uma mensagem ao ministro da Defesa interino, Mayid Ibn al Reza, na qual afirmou que as Forças Armadas iranianas “enfrentarão qualquer erro de cálculo e qualquer ameaça com respostas revolucionárias, esmagadoras, lamentáveis e devastadoras”. Abdulahi também destacou que a produção militar do Irã nos últimos anos representa uma “revolução industrial na defesa dissuasória” do país, indicando um fortalecimento de suas capacidades militares frente às pressões externas.
O contexto dessas declarações ocorre em meio a um aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos, que se intensificaram nos últimos anos após a saída dos EUA do acordo nuclear de 2015, assinado entre o Irã e potências mundiais, e as sanções subsequentes. Apesar das tentativas de Washington de isolar economicamente Teerã, o Irã mantém sua postura de resistência e afirma que as medidas dos EUA não terão sucesso a longo prazo. A postura do governo iraniano reflete uma estratégia de enfrentamento às sanções, reforçando sua soberania e capacidade de defesa diante do que classifica como uma crise “sem precedentes” nos Estados Unidos.
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