Uma onda de calor histórica atingiu parte dos Estados Unidos durante o fim de semana prolongado do feriado de 4 de Julho e já provocou mortes em Nova Jersey. Segundo autoridades locais, ao menos 19 óbitos são investigados como relacionados às altas temperaturas.
O calor extremo atingiu principalmente regiões do leste e do centro dos Estados Unidos. Em algumas cidades, os termômetros passaram dos 38°C, com sensação térmica ainda maior por causa da umidade. O fenômeno foi associado a uma espécie de “bolha de calor”, quando uma massa de ar quente fica presa sobre uma região por vários dias.
Em Nova Jersey, muitas vítimas foram encontradas em casas sem ar-condicionado ou em situação de exposição prolongada ao calor. O caso acendeu alerta para os riscos das altas temperaturas, especialmente entre idosos, pessoas com doenças crônicas, moradores em situação de vulnerabilidade e trabalhadores que passam muito tempo ao ar livre.
O episódio também chama atenção para os impactos de fenômenos climáticos globais, como o El Niño. Esse fenômeno acontece quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal, alterando padrões de chuva, temperatura e circulação de ventos em várias partes do mundo.
Embora não seja correto afirmar que o El Niño, sozinho, causou a onda de calor nos Estados Unidos, ele pode contribuir para um cenário global mais quente e favorecer eventos climáticos extremos em determinadas regiões. Quando esse aquecimento natural se soma ao avanço das mudanças climáticas, os períodos de calor intenso tendem a se tornar mais frequentes, longos e perigosos.
No caso dos Estados Unidos, o fator mais direto foi a formação da bolha de calor sobre parte do país. Mas o contexto climático global, incluindo o El Niño e o aquecimento do planeta, ajuda a explicar por que ondas de calor severas têm preocupado cada vez mais autoridades de saúde e meteorologistas.









