A família de André Alivi dos Santos Teixeira, de 29 anos, vítima de uma intervenção policial na manhã desta sexta-feira (4) no bairro Areião, em Itaguara, na Região Central de Minas Gerais, prepara-se para realizar o sepultamento do rapaz neste sábado (5). O velório está agendado para começar às 7h no Memorial Itapax, localizado no centro da cidade, e o enterro ocorrerá às 12h, após um cortejo que seguirá até o Cemitério Parque Jardim Nossa Senhora das Dores.
Segundo relatos de familiares, André era uma pessoa considerada inocente e trabalhadora, sem qualquer envolvimento com atividades ilícitas. Em entrevista à imprensa, o tio do jovem, Marciano Levi dos Santos, expressou a indignação da família e pediu por justiça, questionando quem foi o policial responsável pelos disparos. Ele afirmou que André tinha um filho com necessidades especiais e era uma pessoa de bom caráter, ressaltando que toda a comunidade está mobilizada em solidariedade à família.
A versão apresentada pela família coincide com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, que indica que André foi morto por engano durante uma operação policial destinada a prender um primo dele, apontado como traficante de drogas. De acordo com o relato policial, os policiais entraram na residência de André e encontraram um indivíduo com uma arma de fogo na mão, o que teria levado um dos agentes a atirar, alegando que a ação foi uma resposta a uma ameaça iminente à sua integridade física e à dos demais militares presentes.
Familiares de André afirmam que ele não possuía arma de fogo e que não era o alvo da operação policial. Nilma Batista, prima do jovem, destacou que André não tinha como saber que a polícia entraria na residência, já que não possuía arma nem envolvimento com atividades criminosas. Ela enfatizou que André era um rapaz dedicado ao trabalho, evangélico e pai de uma criança autista, reforçando a sua inocência na situação.
A ação policial resultou na apreensão de uma arma de fogo, um revólver calibre .38 da marca Sarsilmaz com a numeração suprimida, além de uma embalagem com maconha encontrada na residência de André. O policial que efetuou os disparos foi preso em flagrante e conduzido ao comandante do Grupamento Especializado em Recobrimento (GER). A arma utilizada também foi recolhida. O primo de André, apontado como o alvo do mandado de prisão, foi localizado e preso na mesma região.
André foi socorrido pelos policiais ao Hospital Santa Casa de Misericórdia de Itaguara, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito pouco tempo após chegar à unidade de saúde. A Polícia Militar informou que a ação foi motivada pela suposta ameaça de um indivíduo armado, mas a família e testemunhas continuam a questionar a versão oficial, alegando que André foi vítima de um equívoco. A corporação afirmou que o policial agiu para preservar a própria vida e a dos demais agentes, justificando os disparos.
A Polícia Militar de Minas Gerais foi contatada pela reportagem e aguarda retorno oficial sobre o caso, que permanece sob investigação. A comunidade local acompanha com preocupação os desdobramentos do episódio, que evidencia as tensões envolvendo operações policiais e a segurança pública na região.







