Um jovem de 18 anos morreu nesta segunda-feira, dia 11, após ser baleado durante um confronto com policiais militares na cidade de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Conforme informações da Polícia Militar, a vítima, identificada como Juan Junio Ferreira dos Santos, era suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e possuía ligações com o grupo criminoso conhecido como Comando Vermelho. Além disso, há indícios de que Juan estaria envolvido em um homicídio ocorrido no mês passado, reforçando sua ligação com atividades ilícitas na região.
Segundo a Polícia Militar, as ações policiais tiveram início após recebimento de informações que indicavam o paradeiro do jovem, o que levou os militares do batalhão Ger até uma residência localizada no bairro PTB, na periferia de Betim. Ao chegarem ao imóvel, os policiais afirmam ter visto Juan armado, o que motivou uma abordagem. Ainda de acordo com o relato da corporação, ao perceber a presença da viatura, o suspeito fugiu pelos fundos da casa em direção a uma área de mata próxima.
Durante a perseguição, os policiais afirmaram que Juan sacou um revólver que carregava na cintura e apontou a arma para os agentes. Em resposta à ameaça, os militares efetuaram disparos, atingindo o jovem. Após o confronto, ele foi socorrido por equipes de emergência e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Teresópolis, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
Com a arma de fogo utilizada na troca de tiros, os policiais encontraram um revólver. Além disso, durante buscas na residência onde Juan estava escondido, foram apreendidas porções de drogas, carregadores, munições e uma pistola, indicando a presença de material ilícito na casa. Duas mulheres que estavam no imóvel também foram conduzidas para prestar esclarecimentos às autoridades. Uma delas relatou que conhecia Juan há aproximadamente oito anos e que, dois dias antes do confronto, o jovem pediu permissão para permanecer na residência, alegando não ter outro lugar para se esconder.
Ainda segundo o depoimento, Juan teria declarado estar em uma espécie de “guerra” com outros traficantes, justificando a necessidade de estar armado constantemente. A situação reforça o contexto de violência e criminalidade na região, além de evidenciar as ações de combate ao tráfico de drogas por parte das forças de segurança na cidade de Betim. A morte do jovem levanta questões sobre a escalada de violência envolvendo jovens suspeitos de atividades ilícitas na região metropolitana de Belo Horizonte e o impacto dessas operações na segurança pública local.







