Nesta sexta-feira (24), a Justiça converteu a prisão do homem suspeito de invadir a casa da ex-companheira e atear fogo na cachorra da família, em Passos, na Região Sul de Minas Gerais, para prisão preventiva. O animal, socorrido após o incêndio, não resistiu aos ferimentos causados pelas queimaduras. O episódio ocorreu na quinta-feira (23), também em Passos, e o judiciário entendeu que o suspeito agiu com extrema frieza e crueldade, configurando vingança e tortura psicológica contra a ex-parceira.
Conforme relatos da vítima, o destinatário da violência invadiu o imóvel em que a mulher residia, desferiu agressões físicas e, durante a prática, utilizou o fogo para atiçar ferimentos na cachorra da família, em claro uso de violência contra o animal como forma de intimidar a ex-companheira. A vítima relatou aos policiais militares que, além das agressões físicas, houve a tentativa de ferir a mulher por meio do incêndio no animal doméstico.
A atuação policial teve início após denúncias de que um animal havia sido queimado em via pública. No local indicado, agentes encontraram vestígios do incêndio e ouviram informações de populares que contribuíram para a identificação do suspeito. Segundo relatos de testemunhas, o animal foi resgatado e levado para uma clínica veterinária de referência na região, onde não resistiu aos ferimentos graves. A morte do animal reforça a gravidade das acusações apresentadas pela vítima e corroborou a linha de apuração da Polícia Militar.
Durante a abordagem, o homem foi localizado nas proximidades do local onde ocorreu o atentado. Com ele, os agentes apreenderam uma faca, um recipiente com líquido inflamável e um isqueiro. Os materiais foram encaminhados para análise durante a investigação, que também contou com a atuação da perícia técnica para apurar as circunstâncias do crime. A perícia foi acionada para auxiliar na coleta de provas que possam esclarecer a dinâmica dos fatos, incluindo a relação entre a invasão, a agressão física e o incêndio.
Além disso, a Polícia Militar de Meio Ambiente, solicitada pela autoridade competente, passou a adotar as medidas cabíveis no âmbito do crime de maus-tratos contra animais, conforme previsto em lei. O conjunto de ações indica uma resposta institucional abrangente, envolvendo as forças de segurança e órgãos de fiscalização, para apurar as responsabilidades do acusado e prevenir novas ocorrências de violência doméstica e maus-tratos.
A decisão que converteu a prisão em preventiva destaca a gravidade do caso, ao considerar que houve conduta de extrema frieza e crueldade, especialmente por ter ocorrido como forma de vingança e tortura psicológica contra a ex-companheira. A medida visa preservar a integridade física da vítima, bem como assegurar que o investigado não pratique novas ações que coloquem em risco a vida de terceiros ou de animais, até que as investigações sejam concluídas e o processo judicial tenha andamento. A comunidade de Passos, assim como as autoridades locais, permanece atenta aos desdobramentos deste caso, que envolve violência doméstica e maus-tratos contra animais, delitos que costumam mobilizar ações de combate pela correta aplicação da lei e pela proteção de vítimas e de animais.






