Um policial militar foi detido na manhã desta terça-feira, 25 de agosto, sob suspeita de participação no desaparecimento e na morte de Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, que foi encontrada sem vida na mesma tarde na zona rural do município de Jacuí, localizado no Sul de Minas Gerais. A prisão ocorreu após as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que contou com o apoio da Polícia Militar, e que também resultaram na localização do corpo da vítima, auxiliando na elucidação do caso.
Maryna Colucci de Jesus, que atuava como conselheira tutelar na cidade de Jacuí, estava desaparecida desde a tarde de sexta-feira, 21 de agosto. Desde então, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar realizaram diligências incessantes na tentativa de localizar a mulher, que tinha uma atuação relevante na comunidade local, dedicada à proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes. A confirmação do falecimento foi feita após o corpo ser encaminhado ao Posto Médico-Legal (PML) de São Sebastião do Paraíso, onde passou por exames de necropsia para determinar as causas da morte. Além disso, elementos coletados durante as buscas continuam sendo analisados no âmbito do inquérito policial, buscando esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.
O delegado responsável pelas investigações, Marcos Pimenta, destacou a atuação conjunta das forças policiais desde o início das buscas. Segundo ele, a Polícia Civil e a Polícia Militar trabalharam em estreita colaboração, o que foi fundamental para localizar o corpo na zona rural de Jacuí. Pimenta afirmou ainda que as causas da morte serão esclarecidas após a análise do exame de necropsia, que deve fornecer informações detalhadas sobre as circunstâncias do falecimento.
O comandante do 43º Batalhão da Polícia Militar, coronel Cláudio Aparecido da Silva, manifestou pesar pelo envolvimento de um policial militar no caso e informou que, assim que a suspeita foi levantada, a corporação adotou medidas administrativas para apurar a conduta do militar. Ele ressaltou que o suspeito prestou informações que contribuíram para a localização do corpo, e que a instituição está comprometida com a transparência e a punição de condutas que violem seus valores.
A prisão do policial militar permanece sob custódia da Justiça, enquanto as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do desaparecimento e da morte de Maryna. A administração municipal de Jacuí também se manifestou por meio de uma nota de pesar, expressando solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho da conselheira tutelar. Em sua mensagem, a Prefeitura destacou a dedicação de Maryna à proteção de crianças e adolescentes, além de lamentar profundamente o ocorrido e desejar força aos enlutados.
A nota oficial reforça o compromisso da administração municipal na luta contra a violência e na defesa da dignidade humana, reafirmando a necessidade de uma sociedade mais segura e justa. A Polícia Militar de Minas Gerais, por sua vez, também emitiu uma nota de pesar, lamentando o ocorrido e garantindo que todas as providências administrativas e investigativas estão sendo tomadas para esclarecer o caso e responsabilizar os envolvidos. A instituição reforçou seu compromisso com a legalidade, a transparência e a apuração rigorosa de qualquer conduta incompatível com seus princípios, especialmente em um episódio que chocou a comunidade local e a corporação.







