Onze pessoas foram presas sob suspeita de integrarem uma organização criminosa voltada à prática de agiotagem e extorsão em Belo Horizonte. A operação, batizada de Bola de Neve, foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (24/7) e resultou na expedição de 16 mandados de prisão preventiva pela Justiça, sendo que cinco dos alvos continuam foragidos.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), responsável pela ofensiva, as investigações tiveram início em 2024, a partir de denúncias que apontavam a atuação do grupo. Ao longo do inquérito, as autoridades identificaram que as vítimas eram ameaçadas e submetidas a violência física e psicológica como forma de cobrança. Além disso, ficou comprovado que os valores cobrados superavam em muito o montante originalmente emprestado.
Durante a ofensiva desta sexta-feira, a PCMG realizou apreensões que incluíram dinheiro, um revólver, uma pistola, munições, bem como dispositivos eletrônicos (celulares e computadores) e agendas com anotações de devedores e materiais de divulgação de empréstimos. Esses dados e objetos ajudam a mapear a estrutura do grupo e a forma como os empréstimos eram promovidos e cobrados.
A primeira fase da ação ocorreu em fevereiro deste ano, quando sete pessoas suspeitas de integrarem o mesmo grupo já haviam sido presas. A PCMG informa que, embora haja detenções, as investigações continuam para ampliar o retrato da organização criminosa, identificar a totalidade dos envolvidos e entender a extensão da operação que atuava em Belo Horizonte e região.
Contexto do crime e modus operandi
A agiotagem consiste na concessão de crédito com juros ilegais, frequentemente acompanhada de práticas coercitivas para cobrança. No caso em questão, as evidências coletadas indicam que o grupo utilizava ameaças e violência para assegurar o pagamento de dívidas e que cobrava valores muito acima do empréstimo feito. A apuração busca esclarecer como as operações eram estruturadas, quem integrava o núcleo de comando e quais estratégias de cobrança eram adotadas para manter o fluxo de recursos.
Apreensões e elementos coletados
Entre os itens apreendidos pela polícia durante a ofensiva constam dinheiro, armas de fogo (revólver e pistola), munições, além de dispositivos tecnológicos (celulares e computadores), agendas com anotações de devedores e materiais de divulgação de empréstimos. A presença desses materiais sugere o uso de instrumentos de comunicação para manter o controle sobre as dívidas e a captação de novos clientes, bem como a documentação de registro de devedores.
Próximos passos da investigação
A PCMG afirma que as investigações continuam para mapear a extensão da organização criminosa, identificar todos os envolvidos e esclarecer o funcionamento da rede de agiotagem e extorsão em Belo Horizonte. A continuidade das apurações é essencial para o encaminhamento de novas medidas legais cabíveis em relação aos demais suspeitos que permanecem procurados pela Justiça.





